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quinta-feira, junho 26

O TEXTO É LONGO, MAS VALE A PENA LER...

AVIVAMENTO NOS DIAS DE JONATHAN EDWARDS:
RELEVÂNCIA ATUAL
Alderi Souza de Matos 
Introdução.
·         Jonathan Edwards, um pastor congregacional que viveu no século XVIII, é hoje considerado pelos historiadores um dos maiores teólogos e pensadores da história dos Estados Unidos. Ele foi não somente um dos instrumentos do primeiro grande reavivamento ocorrido naquele país, mas o maior estudioso e intérprete desse fenômeno.
·         Através de vários livros que escreveu, ele analisou os eventos cuidadosamente, em seus diferentes aspectos. Em essência, Edwards apoiou alegremente o reavivamento, vendo nele a manifestação genuína do Espírito de Deus, mas também foi um crítico severo dos desvios, exageros e impropriedades que por vezes ocorreram. Uma de suas principais preocupações foi mostrar em seus escritos quais os critérios pelos quais se pode reconhecer a autenticidade de uma experiência religiosa dessa natureza.
1.       Contexto Religioso
·         Quando Jonathan Edwards iniciou o seu ministério, a sua região, a Nova Inglaterra, já havia sido colonizada pelos ingleses há cem anos. Os colonizadores foram os famosos puritanos, calvinistas que lutaram por uma igreja mais pura no seu país de origem e que eventualmente foram para o Novo Mundo a fim de viverem sem impedimentos de acordo com as suas convicções.
·         Ao chegarem a Massachusetts, primeiro a Plymouth in 1620 e depois a Salem e Boston em 1629-30, eles procuraram edificar uma comunidade verdadeiramente cristã e uma igreja composta de pessoas convertidas e consagradas a Deus. Apesar de alguns problemas, e de certa intolerância para com outras pessoas e grupos que pensavam de maneira diferente, eles conseguiram realizar esse ideal por algum tempo.
·         Eventualmente, depois de um período inicial de sofrimentos e provações amargas, os colonos prosperaram materialmente na nova terra cheia de tantas oportunidades. No final do século XVII, a vida na Nova Inglaterra era em grande parte pacífica e confortável. A maioria das pessoas pertenciam à classe média e quase não havia pobreza. O nível educacional também era relativamente alto.
·         Todo esse progresso havia sido alcançado por causa dos valores religiosos e éticos dos puritanos, como o seu amor ao trabalho, sua disciplina de vida, sua rejeição de vícios e a preocupação em serem bons mordomos das bênçãos de Deus.
·         Porém, juntamente com a prosperidade material, ocorreu um declínio no fervor religioso entre as novas gerações. O cristianismo de muitos tornou-se meramente nominal; o mundanismo e a apatia espiritual tornaram-se generalizados. Além disso, novas ideologias vindas da Europa, o racionalismo e o iluminismo, com sua ênfase na razão e na capacidade humana, também estavam influenciando muitas pessoas.
·         Nesse ambiente desanimador, pastores e membros das igrejas oravam por um reavivamento das energias espirituais do povo de Deus. E isto ocorreu através do Grande Despertamento (1720s-40s), o primeiro evento da história norte-americana a atingir pessoas das diferentes colônias com um interesse religioso comum.
1.       Jonathan Edwards
·         Jonathan Edwards nasceu em 1703, sendo filho de um consagrado ministro congregacional. Precoce e piedoso desde a sua meninice, aos 12 anos ele escreveu a uma de suas irmãs: "Pela maravilhosa misericórdia e bondade de Deus, tem ocorrido neste lugar uma extraordinária atuação e derramamento do Espírito de Deus... tenho razões para pensar que isso diminuiu em certa medida, mas espero que não muito. Cerca de treze pessoas uniram-se à igreja num estado de plena comunhão." Depois de dar os nomes dos convertidos, ele acrescentou: "Acho que muitas vezes mais de trinta pessoas se reunem às segundas-feiras para falar com o Pai acerca da condição das suas almas."
·         Edwards obteve o seu grau de bacharel no Colégio de Yale em 1720, onde continuou seus estudos teológicos e trabalhou como professor assistente por algum tempo. Após um breve pastorado numa igreja presbiteriana de Nova York, em 1726, aos 23 anos de idade, ele foi auxiliar o seu avô, Salomão Stoddard, o famoso pastor da igreja de Northampton, Massachusetts.
·         No ano seguinte, Jonathan casou-se com Sarah Pierrepont, então com 17 anos de idade, filha de um pastor bem conhecido e bisneta do primeiro prefeito de Nova York. Os historiadores destacam a harmonia, amor e companheirismo que sempre caracterizou a vida do casal. Eles gostavam de andar a cavalo ao cair da tarde para poderem conversar e antes de se deitarem sempre tinham juntos os seus momentos devocionais.
·         Jonathan e Sarah tiveram 11 filhos, todos os quais chegaram à idade adulta, fato raro naqueles dias. Em 1900, um repórter identificou 1400 descendentes do casal Edwards. Entre eles houve 15 dirigentes de escolas superiores, 65 professores, 100 advogados, 66 médicos, 80 ocupantes de cargos públicos, inclusive 3 senadores e 3 governadores de estados, além de banqueiros, empresários e missionários.
·         Em 1729, com a morte do seu avô, Jonathan tornou-se o pastor titular da igreja de Northampton, na qual, através de sua poderosa pregação, ocorreu um grande avivamento cinco anos mais tarde (1734-35). O Grande Despertamento tivera os seus primórdios alguns anos anos entre os presbiterianos e reformados holandeses na Pensilvânia e Nova Jérsei, cresceu com as pregações de Edwards e atingiu o seu apogeu no ano de 1740, com o trabalho itinerante do grande avivalista inglês George Whitefield(1714-1770). [Sobre o avivamento entre os presbiterianos, ver o recente artigo do Rev. Frans L. Schalkwijk, "Aprendendo da História dos Avivamentos," em Fides Reformata II-2.]
·         Em 1750, após 23 anos de pastorado, Jonathan Edwards foi despedido pela sua igreja, a razão principal sendo a sua insistência em que somente pessoas convertidas deviam participar da Ceia do Senhor, em contraste com a prática anterior do seu avô. No seu sermão de despedida, depois de advertir a igreja sobre as contendas que nela havia e os perigos que isto representava, ele concluiu: "Portanto, eu quero exortá-los sinceramente, para o seu próprio bem futuro, que tomem cuidado daqui em diante com o espírito contencioso. Se querem ver dias felizes, busquem a paz e empenhem-se por alcancá-la (1 Pe 3:10-11). Que a recente contenda sobre os termos da comunhão cristã, por ter sido a maior, seja também a última. Agora que lhes prego o meu sermão de despedida, eu gostaria de dizer-lhes, como o apóstolo disse aos coríntios, em 2 Co 13:11: "Quanto ao mais, irmãos, adeus! Aperfeiçoai-vos, consolai-vos, sede do mesmo parecer, vivei em paz; e o Deus de amor e de paz estará convosco."
·         No ano seguinte, Edwards foi para Stockbridge, uma região remota da colônia de Massachusetts, onde trabalhou como pastor e missionário entre os índios. Em 1757, a sua excelência como educador e sua fama como teólogo e filósofo fez com que ele fosse convidado para ser o presidente do Colégio de Nova Jérsei, a futura Universidade de Princeton. Um mês após a sua posse, Edwards faleceu devido a complicações resultantes de uma vacina contra varíola.
·         Jonathan Edwards e o Avivamento
A maior contribuição de Jonathan Edwards para a igreja evangélica está nos importantes livros que escreveu como teólogo e intérprete do avivamento. Curiosamente, sua obra mais conhecida é pouco representativa do seu pensamento como um todo. Trata-se do célebre sermão "Pecadores nas mãos de um Deus irado," que ele pregou na cidade de Enfield em 1741. A ênfase maior dos seus escritos e sermões não está na ira de Deus, e sim na sua majestade, glória e graça. Além de muitas conversões e santificação de vidas, o Grande Despertamento também aprofundou uma divisão entre os líderes que eram favoráveis ao avivamento e aqueles que não eram. O problema ficou mais sério quando, após a obra de pregadores sérios e equilibrados com Edwards e Whitefield, surgiram imitadores sensacionalistas que manipulavam emocionalmente as pessoas. O Dr. Lloyd-Jonesdiz que Edwards lutou em duas frentes: contra os adversários do avivamento e contra os extremistas; contra o perigo de extinguir o Espírito e contra o perigo de deixar-se levar pela carne e ser iludido por Satanás.
·         Nesse contexto, Edwards propos-se a defender o avivamento como obra do Espírito de Deus, ao mesmo tempo que combateu os excessos e desvios que muitas vezes ocorriam. Foi nesse sentido que ele escreveu vários livros de grande valor, o primeiro deles sendo a Narrativa Fiel da Surpreendente Obra de Deus (1736-37), em que descreveu o recente despertamento em sua cidade e regiões vizinhas. Alguns anos depois, ele escreveu Alguns Pensamentos sobre o Atual Reavivamento da Religião na Nova Inglaterra (1742), analizando o movimento mais amplo. Esta obra baseia-se parcialmente em algumas profundas experiências espirituais da sua esposa Sarah.
·         Em 1746, Edwards publicou a sua obra mais amadurecida sobre o assunto, o seu Tratado sobre as Afeições Religiosas (resultou de uma série de sermões sobre 1 Pedro 1:8), no qual argumentou que o cristianismo verdadeiro não se evidencia pela quantidade ou intensidade das emoções religiosas, mas por um coração transformado que ama a Deus e busca o seu prazer. Ele faz uma análise rigorosa das diferenças entre a religiosidade carnal, que produz muita comoção, e verdadeira espiritualidade, que toca o coração com a visão da excelência de Deus e o liberta do egocentrismo.
·         Como bom calvinista que era, Edwards também escreveu algumas obras em defesa das convicções reformadas acerca da incapacidade moral e espiritual dos seres humanos e sua profunda necessidade da graça transformadora de Deus: A Liberdade da Vontade (1754) e O Pecado Original (1758).
·         A Genuína Experiência Religiosa
·         Nos seus escritos, Jonathan Edwards avaliou a experiência religiosa à luz das Escrituras e das suas convicções reformadas. O ponto de partida da sua pregação e da sua teologia foi o Deus soberano, em sua majestade, graça e glória. Esse Deus criou o universo e o ser humano para manifestar a sua grandeza e o seu amor. A majestade e a graça de Deus também se revelam de modo supremo no envio de Cristo para redimir os pecadores.
·         Nenhum avivamento ou experiência religiosa é genuína se não realçar esse Deus sublime em sua soberania, graça e amor. O critério principal é este: se quem está no centro das atenções é Deus ou o ser humano. Para que Deus esteja no centro é necessário, em primeiro lugar, que haja nos corações um profundo senso de incapacidade, de dependência de Deus, e de convicção da nossa pecaminosidade. Além disso, é preciso que haja a consciência de que toda genuína experiência religiosa é fruto da atuação do Espírito de Deus, que transforma e santifica os pecadores, capacitando-os a amar e honrar a Deus em suas vidas.
·         Portanto, todas as teorias de salvação que dão ênfase às obras humanas ou à capacidade humana só desmerecem a grandeza do amor de Deus revelado a nós em Cristo Jesus e tornado real em nossos corações somente pela iluminação do Espírito Santo.
·         Edwards crê na necessidade de transformação do ser humano. A moralidade externa não é suficiente, daí a importância da conversão. Por outro lado, para aqueles que já são crentes, uma fé simplesmente racional ou intelectual não basta. É preciso que a pessoa se aproxime de Deus não só com o entendimento, mas com os sentimentos. Cabeça e coração (luz e calor) devem funcionar juntos na vida conduzida pelo Espírito. O próprio Edwards era um exemplo disso. [Ver D.M. Lloyd-Jones, Jonathan Edwards e a Crucial Importância de Avivamento, PES, 12-18.]
·         Em todas as suas obras Edwards insistiu na importância dos afetos profundos na vida espiritual. Por "afetos" ou "afeições" ele se referia às disposições do coração que nos inclinam para certas coisas e nos afastam de outras. Todas as nossas ações derivam dos nossos desejos: ou nos comprazemos no Deus vivo e buscamos servi-lo e honrá-lo, ou somos cativos de desejos voltados para alvos menores.
·         Edwards advertiu contra dois grandes erros no avivamento. Primeiro, o mero emocionalismo: os avivalistas podem simplesmente excitar as emoções das pessoas e produzir falsas conversões. Emoções intensas não são uma evidência clara acerca de uma experiência religiosa. No seu grande tratado sobre as Afeições Religiosas, Edwards delineou cuidadosamente testes bíblicos quanto a uma experiência religiosa genuína; eles incluíam uma ênfase na obra graciosa de Deus, doutrinas consistentes com a revelação bíblica, e uma vida marcada pelos frutos do Espírito.
·         segundo erro é dar ênfase não a Deus, mas às respostas humanas a Ele, algo muito comum hoje com toda a celebração do eu, as experiências pessoais, os testemunhos auto-congratulatórios. Edwards insistiu em que a essência da verdadeira espiritualidade é ser dominado pela visão da beleza de Deus, ser atraído para a glória das suas perfeições, sentir o seu amor irresistível.
·         Portanto, na verdadeira experiência cristã, o conhecimento de Deus é algo sensível, experimental. A verdadeira experiência cristã consiste não somente em conhecer e afirmar doutrinas cristãs verdadeiras, por importantes que sejam, mas é um conhecimento afetivo, ou a consciência das verdades que a doutrina descreve. Difere do conhecimento especulativo, assim como o sabor do mel difere do mero entendimento de que o mel é doce. O cristão, diz Edwards, "não apenas crê racionalmente que Deus é glorioso, mas têm em seu coração o senso da majestade de Deus."
·         Se nossos corações são transformados pelo amor de Deus, assim devem ser transformadas as nossas ações. Se somos mudados ao contemplarmos a beleza do amor de Deus, então amaremos de maneira especial todo ato de virtude que reflete o caráter amoroso de Deus.
·         Conclusão
Jonathan Edwards acreditava na importância e necessidade do avivamento. Ele viu o Grande Despertamento como uma obra do Espírito de Deus, revitalizando e capacitando a igreja para a sua missão no mundo. Ao mesmo tempo, ele estava consciente de desvios, excessos e até mesmo atuações satânicas que produziam excentricidades, descontrole emocional, ostentação e escândalos.
·         Porém, ele entendia que tais problemas não invalidavam os aspectos positivos do avivamento e, mais ainda, que alguns dos "fenômenos" ou "manifestações," ainda que inusitados, eram admissíveis diante das experiências profundas da graça de Deus que muitas pessoas estavam tendo, inclusive a sua esposa. Tais coisas, em si mesmas, nada provavam.
·         Os critérios que realmente indicavam se as conversões e o despertamento eram genuínos ou não eram os frutos visíveis: convicção de pecado, seriedade nas coisas espirituais, preocupação suprema com a glória de Deus, apego profundo às Escrituras, mudanças no comportamento ético, relacionamentos pessoais transformados e influência transformadora na comunidade.

·         Só esse tipo de avivamento será uma bênção para as nossas vidas, nossas igrejas e nosso país.

sábado, julho 16

GRÁFICO SIMPLES DOS DONS ESPIRITUAIS

Talvez alguns discordem desta lista, mas basicamente é isso.
Que Deus nos ajude a descobrir esses dons, e usá-los para a edificação da igreja.

segunda-feira, julho 11

DEZ TESTES DE ESPIRITUALIDADE

Você já se perguntou alguma vez: "Poderia eu tornar-me membro da Igreja Primitiva?" Ao perguntar isto, há pelo menos dez testes que podemos aplicar à nossa própria vida espiritual.
1 - Você sente prazer nas orações? Ou você “apenas pronuncia as suas orações?"  A verdadeira oração é uma conversa com Deus, sendo que o Espírito Santo vem e esclarece certas impressões, em resposta aos nossos pedidos.  Você recebe qualquer senso da presença de Deus em resposta às suas petições?
2 - Você sente prazer em fazer o que é direito?   O pecado nunca perdeu sua força sobre nós enquanto não começamos a odiar o pecado.  A bondade, para ser realmente boa, precisa tornar-se automática.
3 - Está você tornando-se menos crítico das outras pessoas honestas?   Estamos constantemente rodeados por aqueles cujas opiniões diferem das nossas.  A vasta maioria deles é tão honesta quanto nós mesmos o somos, e muitos deles oram tão ansiosamente como nós  oramos.  Tais pessoas tem acesso direto ao Espírito Santo da mesma sorte como o temos.  O homem que é genuinamente espiritual confia tanto na direção do grupo pelo Espírito Santo como na direção pessoal.

4 - A sua conversa é boa?  Agradável a Deus? Você considera os sentimentos das outras pessoas? Você se toca quando descobre que magoou um amigo?
5 - Em que nível está as suas visitas aos amigos?
Tem-se dito que todas as conversas se baseiam em quatro níveis
1 - conversamos sobre idéias e ideais;
2 - conversamos sobre acontecimentos e fatos contemporâneos
3 - conversamos sobre os nossos próprios interesses
4 - conversamos sobre a vida das outras pessoas.  É óbvio que este quarto nível é o mais baixo de todos.
6 - Qual é o diâmetro do seu interesse?  É sempre fácil tornarmo-nos interessados em nossos queridos.  A maioria de nós acha relativamente fácil tornar-se interessado pelas necessidades das pessoas que vivem perto de nós.  Quanto mais longe as pessoas estão de nós, mais difícil se torna para nós mantermos interesse por elas. A espiritualidade genuína sabe maneiras de saltar a barreira da distância.    Sabe como ser útil, mesmo a quilômetros de alguém.
7 - Pode você perdoar?  Nenhum homem incapaz de perdoar a quem quer que seja, que lhe tenha feito mal, encontrará a completa paz de Deus em seu coração.
8 - Você confia em Deus ou deixa a ansiedade fazer ninho em seu coração?   Alguns cristãos que acreditam na divindade de Jesus precisam de quando em quando lembrar-se de que a preocupação é uma forma suave de ateísmo. É falta de  vontade de confiar a Deus a orientação do de nossas ocupações.  Realmente, crer em Deus em algo muito mais significativo que meramente crer que Ele existe.
9 - A quem você  dirige o seu primeiro pensamento?   Está você ansioso por que as pessoas não o reconhecem pelo que você julga ser?   Ou está você relativamente indiferente pelas suas próprias honras, porque sua mente está ocupada com os direitos alheios?

10 - Você realmente encontra prazer em prestar culto a Deus com outras pessoas?   Existe pouco valor religioso em simplesmente freqüentar uma igreja.  Mas, ir à casa do Senhor, com outras pessoas que tem mentes espiritualmente semelhantes e procurar, na companhia de outros, a presença do Altíssimo, pode tornar-se uma das mais interessantes experiências de toda a semana.  Quando, acomodado, finalmente, na casa do Senhor, deixa você todo o pensamento de orgulho, honra, prestígio, "direitos" ou posição? Ou você se senta imaginando o que as outras pessoas estão pensando de você, sobre como os outros fracassaram em manter-se em altos padrões de conduta pessoal, e como você é realmente um "bocado" superior a eles todos?
Roy L. Smith

sábado, fevereiro 23

ESTUDO BÍBLICO SOBRE AVIVAMENTO

Hab 3:1,2 “Aviva a tua obra Ät 3:19-21 tempos de refrigério Dn11:32 Forte e ativo

CAUSAS DO AVIVAMENTO Contrário Jer 19:15

1 – SEDE DE OUVIR A PALAVRA DE DEUS hist. Avivamento Jr 15;16
2 – TEMOR SANTO AO SENHOR “tira as sandálias” Js 5;13-15
3 – CONFISSÃO DE PECADOS – Finney ( até no meio da rua)
At 2:37,38 At 19:18-20
4 – QUEBRANTAMENTO – sensibilidade espiritual I Sm 24:4,5
5 – DESEJO DE FAZER ACERTO “Põe a tua casa em ordem
Ëx Is 38:1-3; Rei Ezequias Lc 19:8,9 Zaqueu

CONSEQÜÊNCIAS DO VERDADEIRO AVIVAMENTO:

1 – FERVOR NAS ORAÇÕES Livro de Atos At 4:29-314 At 12:5 cadeia
2- VERDADEIRAS CONVERSÕES At 19:20 Éfeso II Co 5;17 João 2:43; 47,49 Mt 9:9 Nt 27:54
3 – AMOR ENTRE OS IRMÃOS “Amai-vos ardentemente O Pe 4:7,8
4 – PREOCUPAÇÃO COM AS ALMAS PERDIDAS At 8 Filipe verso 26;29 Jesus Lc 8:26-33 End gadareno
5 – SANTIFICAÇÃO ENTRE O POVO Josué 3:5
6 – CRESCIMENTO NUMÉRICO DA IGREJA At 2:47 3 mil- 5 mil – 15 mil
7 – DESEJOS DOS IRMÃOS DE ESTAREM JUNTOS At 4:23
Atos “Uma vez soltos procuraram os irmãos...”

Ilustrações:

Suzana Wesley mão de John e Carlos Wesley a viajar pelo mundo! “Se nunca mais os visse sabendo que estão no reino de Deus, estaria satisfeita”
Finney –
Finney viveu entre 1792 e 1875. Calcula-se que durante os anos de 1857 e 1858, mais de 100 mil pessoas foram ganhas para Cristo pela obra direta e indireta de Finney. Um dia ele entrou em uma fábrica de tecido, perto da aldeia de New York Mills e, ao passar perto de duas moças que estavam emendando o fio, uma delas foi tomada pelo Espírito Santo e caiu no chão em lágrimas. Segundos depois, quase todos tinham lágrimas nos olhos e, minutos depois, o avivamento encheu todas as dependências da fábrica.

Moravianos
Europa – Na idade média e após, iam aos portos, se ofereciam como escravos para irem à bordo para outros países falar do amor de Deus (apoio em oração Conde Zinzerdorff - Alemanha – 200 anos de oração ininterrupta

Moody – não dormia sem falar pelo menos para uma pessoa de Jesus!!!

ILUSTRAÇÃO

Imitação

Em seu artigo "Avivamento: Imitação ou Realidade — 
Tra­tando de Reviver o que Fui", publicado na revista
Obreiro, ano 20, n° 4, Gisela Yohannan diz que
 visitou um museu com cen­tenas de figuras de cera 
recriando presidentes famosos, líde­res mundiais, 
generais, pioneiros, criminosos, artistas, canto­res,
 cientistas, astronautas e campeões desportivos. 
De tama­nho normal, as figuras eram perfeitas, 
e mantinham até a cor de cabelo e vestes. 
Muitas possuíam movimentos mecânicos que
 lhes permitiam girar a cabeça e até realizar 
alguma ativi­dade com suas mãos.
Gisela afirma que as figuras "pareciam tão reais 
que algu­mas pessoas inconscientemente davam um
 passo para trás no momento de 'conhecê-los'. 

Foram recriados assim cenas histó­ricas, uma batalha,
 um debate, um assassinato, a assinatura de um contrato,
 etc. Em muitas destas cenas com somente o aper­tar 
de um botão podia-se acionar o movimento. 
Ouviam-se vozes e efeitos especiais que faziam que todos 
parecessem ain­da mais 'reais'".
Os visitantes desse museu podem apertar os botões
 para criar movimentos e vozes, e fazer um general, 
por exemplo, repetir uma ordem várias vezes, deixando 
cair a naturalidade da cena histórica que o museu se propõe
 a mostrar. Aqueles bonecos não têm vida própria, mas
 só se movimentam por meio de efeitos especiais.
(Gisela Yohannan é autora de vários livros. Com o esposo,
 K.P. Yohannan, serve ao Senhor na índia. Extraído 
da Gospel for Ásia, Kerula, Índia. Transcrito da Apuntes Pastorales)
Estes são manchas em vossas festas de caridade, banqueteando-se
 convosco e apascentando-se a si mesmos sem temor; 
são nuvens sem água, levadas pelos ventos de uma
 para outra parte; são como árvores murchas, 
infrutíferas, duas vezes mortas, desarraigadas (Jd 12).


A Vigília dos Cem Anos

Alguém de certo estranhará o título 
desta mensagem. Mas foi isto
 exatamente o que aconteceu
 numa pequena vila da Saxônia, 
na Alemanha, chamada "Hernnhut", 
que significa "A Vigilia do Senhor". 
O nome foi dado por um grupo de 
crentes que ali formaram uma colônia 
de refugiados em virtude de perseguição 
em sua terra, a Morávia, Checoslováquia, 
também chamada Boêmia. 
Eram remanescentes de um
 avivamento liderado por João Huss,
 padre católico que se influenciou com 
as doutrinas de João Wycliff, da Inglaterra; 
as quais enfatizavam a autoridade das 
Escrituras. João Huss começou a 
traduzir tais obras, mas teve de fugir
 da capital, Praga. Depois, apesar 
do salvo conduto do Imperador
 Sigismundo, compareceu ao
 Concilio de Constança para responder
 por suas supostas heresias. Foi aprisionado. 
Chamado a renunciar suas crenças, 
recusou categoricamente. Condenado 
à morte, foi queimado vivo na fogueira,
 em praça pública, no ano de 1415. 
Desapareceu o líder, mas o movimento 
continuou apesar das muitas 
perseguições que obrigaram os fiéis a 
procurarem refúgio onde pudessem. 
Foi assim que, 300 anos depois, um grupo 
deles apareceu nas terras de um jovem de
 22 anos de idade, o conde Zinzendorf, 
fervoroso crente em Jesus, que os acolheu.
 Entre os crentes havia luteranos, batistas
 e também da Igreja Reformada. O jovem conde deu prova de um verdadeiro herói espiritual.

O Avivamento em Hernnhut - Desde 
a idade de 16 anos, o conde se distinguira 
como universitário e na formação de
 locais de oração, tática esta que aplicou 
em Hernnhut. No dia 12 de maio de 1727 
foi celebrado solenemente o famoso 
“Pacto Fraternal", com inteira dedicação
 ao Senhor e ao estudo assíduo da Bíblia. 
Pequenos grupos se reuniam diariamente 
para a oração. O resultado foi um grande 
avivamento quando o espírito de
 intercessão tomou conta de todos os
 presentes. Até as crianças foram 
envolvidas no extraordinário movimento 
espiritual que sacudia a vila de Hernnhut. 
Oravam até altas horas da noite. 
No dia 27 de agosto, firmados na 
lembrança do fogo do altar do Tabernáculo
 24 irmãos e 24 irmãs iniciaram a famosa 
vigília horária, dia e noite, semana após semana, 
que durou mais de cem anos, sem parar. 
Parece que em toda a história do 
Cristianismo nunca houve coisa igual. 
Assim, distante de qualquer orientação 
carnal, foram verdadeiramente inspirados 
pelo Espírito Santo, e tudo prosseguia 
sobre os moldes dos genuínos avivamentos, 
como no Dia de Pentecostes, na Igreja 
Primitiva, onde até a casa em que 
estavam reunidos tremeu (At 4.31). 
Hoje falamos muito em avivamentos. 
Queremos a evangelização do mundo.
 Há muitas organizações que a isto se 
dedicam. Porém a maneira mais certa 
para a evangelização do mundo é 
a descoberta do poder da oração e da intercessão.

Os Resultados do Avivamento -
 A dissensão tornou-se desconhecida 
entre os crentes. Zinzendorf escreveu que
 “todo o lugar tomou 
o aspecto da visível habitação de Deus”. 
E a oração constante era mantida, dia e 
noite, a favor de um avivamento em todo
 o mundo, era uma chama que ardia até 
na alma das crianças. Todos do grupo 
eram bem jovens. Dentro de seis
 meses de vigília foram impulsionados 
a enviar missionários para as Ilhas do
 Mar das Antilhas, Groenlândia, 
Turquia e Lapônia. Surgiram as dúvidas, 
mas Zinzendorf insistiu. Vinte e
 seis morávios ofereceram-se como 
voluntários para a evangelização do mundo.
 As proezas da fé e a coragem constituíram 
os monumentos mais auspiciosos na história
 da Igreja. Nada pôde, pois, segurar Zinzendorf 
e seu grupo de intrépidos soldados de Cristo.
 Prisões, naufrágios, perseguições, zombarias, 
epidemias, pobreza e ameaças de morte 
não os puderam deter.

Os primeiros missionários chegaram às
 Antilhas em 1732, e, no decorrer dos 
dois anos seguintes, 22 desses morávios
 morreram. Outros vieram substituí-los.
 Um dos primeiros foi Frederich Martin. 
Ele e os companheiros foram presos por 
pregarem aos negros, permanecendo 
encarcerados por três meses. Mas uma 
atitude exemplar os distinguiu quando se 
deram intensamente à intercessão, como
 Paulo e Silas na prisão em Filipos. E um
 número de 700 convertidos reuniu-se o 
mais perto possível da prisão para cantar 
hinos e ouvir sermões inspirados dos dois
 denodados pastores. E surgiu um glorioso 
avivamento. Foi quando, inesperadamente, 
chegou o conde Zinzendorf a bordo de 
um veleiro, na sua primeira viagem missionária, 
acompanhado de dois casais que vinham 
reforçar o número de obreiros. Ao aproximar-se
 da Ilha, disse o conde aos novos missionários: 
“E se não encontrarmos ninguém? Se todos os missionários tiverem sido assassinados?”. A resposta logo 
se fez seguir por parte de um dos missionários:
 “Mas então nós estamos aqui!” Esta disposição muito impressinou Zinzendorf, 
que exclamou: “Geens aeterna diese Maehren!”
 (“Essa raça eterna, esses morávios”!). O conde 
conseguiu a libertação dos dois pastores, 
que estavam doentes e padecendo fome. 
E foi grande a surpresa no tocante à 
obra do Senhor, que se tornou maior q
ue em Hernnhut. Deus continuava a levantar 
obreiros, cada vez mais, à medida que os
 morávios na pequena ilha intercediam 
diante de Seu trono, sem parar, dia e noite, década após década, durante 100 anos. No ano de 1792, 
William Carey (considerado o “Pai das Missões”) 
propõe uma reunião em Kettering, Inglaterra, 
uma missão para ir à Índia. Nesta época,
 quando os morávios já haviam enviado 
300 missionários, Carey lançou sobre a mesa 
um exemplar de um periódico contendo as
 “aventuras” dos morávios, dizendo: “Olhem aqui, vejam os que os morávios já fizeram! Por que não podemos 
seguir o seu exemplo, e, em obediência a
 nosso Mestre celestial, sair por todo o 
mundo e pregar o Evangelho aos pagãos?”.

Os historiadores da Igreja relatam as 
maravilhas do avivamento do século XVII como 
o “Grande Despertar” espiritual na América 
do Norte e na Inglaterra conduzindo dezenas de milhares para Cristo. Uma das figuras principais neste avivamento 
foi João Wesley, fundador da Igreja Metodista. 
Mas nem todos sabem que foram os modestos
 morávios que o ganharam para Cristo. 
É oportuno lembrar que foi no ano de 1736 quando 
dois irmãos anglicanos João e Carlos Wesley 
se encontravam a bordo de um navio a 
caminho da América e surgiu um terrível 
furacão ameaçando suas vidas. 
Eram pastores, mas não convertidos. 
Apavorados, procuraram alguns morávios 
que também viajavam com eles. E a calma
 destes e o espírito de confiança em Deus no meio da tormenta 
muito impressionaram os dois pastores, os quais não tinham paz na alma.

Pregavam para outros, mas eles mesmos 
precisavam da certeza da justificação 
pelo sangue de Cristo. Contudo, somente 
dois anos depois, em 1738, numa reunião 
dos morávios em Londres, é que o pastor
 Peter Boehler foi usado por Deus para 
levar a plena luz da conversão, do 
novo nascimento e a conseqüente 
segurança da fé em Cristo para o
 jovem João Wesley. Este ganhou 
seu irmão Carlos para a mesma 
experiência de fé. E deste modo, 
pregando a salvação pela fé nos 
méritos do sacrifício de Cristo, 
tornou-se um ganhador de almas.
 Por sinal, a primeira pessoa a 
quem testificou foi um preso, 
condenado à morte. Não demorou 
muito quando João ganhou para Cristo 
sua idosa progenitora, Susana, mãe de 
19 filhos.Os metodistas e os morávios
 freqüentemente se reuniram para estudo 
da Bíblia e oração. O grande pregador George
 Whitfield, companheiro de Wesley, que 
foi tão grandemente usado por Deus 
no despertamento da América, recebeu 
um grande impacto em sua alma pelo 
contato com os morávios. Acerca de 
uma dessas reuniões escreveu Wesley 
em seu diário: “Por volta das três horas 
da madrugada, enquanto continuávamos 
em oração, o poder de Deus desceu
 intensamente sobre nós de tal forma 
que muitos choraram e muitos caíram
 no chão. Quando me refiz um pouco 
daquele grande impacto da presença 
da Majestade suprema, uníssonos 
cantávamos: “Nós te louvamos, ó 
Deus; nós de reconhecemos como
 Senhor”. O grande líder João Wesley
 formou o Metodismo, que salvou a
 Inglaterra da desgraça da Revolução
 Francesa. Foi o impacto do Espírito Santo
 e o ensino bíblico que trouxe tão grandes
 resultados espirituais no oportuno 
exemplo desses irmãos morávios, 
inspirando-se na Vigília dos Cem Anos.
 (A Seara - Ms Lawrense Olson)
link   http://paginasmissionarias.blogspot.
com.br/search/label/A%20Vig%C3%
ADlia%20dos%20Cem%20Anos

Jonathan Edwards LIÇÕES DOS AVIVAMENTOS AMERICANOS
 Alderi Souza de Matos 1. DEFINIÇÕES DE (RE)AVIVAMENTO
 OU DESPERTAMENTO · “A restauração do povo de
 Deus após um período de indiferença e declínio” (K.J. Hardman).
 · “A obra do Espírito Santo no sentido de restaurar o povo de
 Deus a uma vida espiritual, testemunho e trabalho mais
dinâmicos, mediante a oração e a Palavra, após profundo
 arrependimento por seu declínio espiritual. Os elementos
 permanentes do avivamento são a Palavra, a oração, o
Espírito Santo e um Deus soberano que usa o ser humano
 como seu instrumento” (E.E. Cairns). · “Avivamento é
a reanimação daqueles que já possuem vida. No seu sentido
estrito, diz respeito ao povo de Deus. Reaviva a
 vida espiritual que se encontra em um estado de
 declínio. È um instrumento de evangelização” (C.E. Autrey).
 · “Um movimento extraordinário do Espírito Santo que
produz resultados extraordinários” (R.O. Owens). ·
 “A obra estranha e soberana de Deus na qual ele visita
o seu próprio povo, restaurando, reanimando e liberando-o
para a plenitude da sua bênção” (Stephen Olford). ·
“Um movimento do Espírito Santo que produz o reavivamento
 do cristianismo do Novo Testamento na igreja de Cristo
e na comunidade que a cerca” (J. Edwin Orr). · “A invasão
 de Deus na vida de um ou mais membros do seu povo a
fim de despertá-los espiritualmente para o ministério do
 Reino” (M. McDow e Alvin Reid). 2. ASPECTOS DO AVIVAMENTO
 (a) O restabelecimento da verdade bíblica, de modo que
 a igreja seja edificada e capacitada para a obra de Deus
 em um mundo caído. (b) A conversão ou salvação de
 incrédulos; relação com o evangelismo. (c) Avivamento
 pessoal e coletivo. 3. O AVIVAMENTO NAS ESCRITURAS
 (a) O princípio do avivamento está presente na Bíblia: ·
 “Porventura, não tornarás a vivificar-nos, para que em ti
 se regozije o teu povo?” (Salmo 85.6). · “Porque assim
diz o Alto, o Sublime, que habita a eternidade, o qual tem
o nome de Santo: Habito no alto e santo lugar, mas habito
também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar
o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos”
 (Isaías 57.15). · “Aviva a tua obra, ó Senhor, no decorrer
 dos anos, e no decurso dos anos faze-a conhecida”
(Habacuque 3.2). · Outros textos: Salmo 19.7; 51.10;
103.5; Isaías 40.31; Sofonias 3.17; Romanos 12.2;
Efésios 4.23. (b) Avivamento nos tempos bíblicos: ·
 Antigo Testamento: na época de Josias (2 Reis 22-23),
de Zorobabel (Esdras 5-6) e de Neemias (Neemias 8-9, 13).
 · Novo Testamento: no dia de Pentecostes (Atos 2), em
Antioquia da Pisídia (Atos 13.48-52), etc. 4.
AVIVAMENTOS NA HISTÓRIA DA IGREJA Ao
 longo dos séculos, houve muitos avivamentos na igreja
cristã, mas os precursores mais imediatos dos avivamentos
 norte-americanos foram três movimentos europeus: (a) O
 Puritanismo (séculos 16 e 17) Os puritanos foram os
calvinistas ou reformados ingleses dos séculos 16 e 17
que visavam purificar a Igreja da Inglaterra em sua teologia,
culto e forma de governo. Destacaram-se por seu grande
apego às Escrituras, preocupação com a glória de Deus,
 ênfase à conversão, à vida espiritual e à santificação, e
visão integrada da vida (família, igreja e sociedade), sob
a autoridade suprema de Deus. Pressionados pelas
perseguições, milhares de puritanos foram para a
América do Norte, onde por um século procuraram
 pôr em prática a sua visão para a igreja e a sociedade.
 Ênfases dos puritanos: · A centralidade de Deus –
colocavam Deus em primeiro lugar e avaliavam tudo
 o mais em relação a ele. Sua vontade revelada era
o interesse supremo. · Toda a vida é sagrada – não
faziam separação entre sagrado e secular; faziam da
 busca da santidade moral e espiritual a grande preocupação da vida.
 · Vendo a Deus nas coisas comuns – tudo na vida era um indicador
de Deus e um condutor da graça; Deus exerce a sua soberania
sobre todos os aspectos da vida. (b) O Pietismo (séculos 17 e 18)
 Avivamento do luteranismo alemão no final do século 17,
tendo como líderes iniciais Philip Jacob Spener (autor do livro Pia Desideria =
 Desejos Piedosos) e August Hermann Francke. Ênfases:
cristianismo experimental e prático; pequenos grupos para
comunhão, estudo bíblico e oração (collegia pietatis);
importância da conversão e da vida espiritual e devocional.
 Realizaram notável obra missionária, educativa e social;
influenciaram muitas pessoas e grupos em outras regiões;
acenderam a chama do avivamento na Inglaterra e no Novo Mundo.
 (c) O Despertamento Evangélico Inglês (século 18)
Seus principais líderes foram o ministro anglicano-metodista
João Wesley e o pregador calvinista George Whitefield.
Iniciaram práticas como as pregações ao ar livre a grandes
auditórios. Ênfases: evangelismo de massa, produção de
hinos (Carlos Wesley, Isaac Watts), missões transculturais,
 reforma social. Outros nomes: John Newton, William
Wilberforce. Alguns historiadores acreditam que o
avivamento evangélico livrou a Inglaterra de uma
revolução sangrenta como a que abalou a França (1789).
 5. OS AVIVAMENTOS NORTE-AMERICANOS 5.1.
 Os puritanos da Nova Inglaterra · Plymouth (1620) ·
 Boston (1630) 5.2. Convicções (a) A soberania de
Deus na salvação (b) A autoridade das Escrituras –
princípio regulador (c) Ênfase na conversão e na vida
 santificada (d) Visão unificada da sociedade – igreja
e estado; áreas individual e pública (e) Deus se relaciona
com as pessoas através de pactos – igreja, comunidade,
 nação 5.3. Prosperidade e declínio · Após as dificuldades iniciais
, os puritanos prosperaram na nova terra: vida confortável,
pouca pobreza, educação. · Com a prosperidade veio o declínio
 religioso: cristianismo nominal, apatia, mundanismo. Influência
do racionalismo europeu. · Crises: “pacto do meio-termo” (1662);
guerra contra os índios (1675); julgamentos em Salem (1693). ·
Anseio por revitalização expresso no púlpito e nas orações. 5.4.
Precursores do avivamento · Solomon Stoddard: pastoreou por
 60 anos a Igreja Congregacional de Northampton, Massachusetts;
“colheitas” de almas em 1679, 1683, 1696, 1712, 1718. ·
Theodore Frelinghuysen: chegou a Nova Jersey em 1719 vindo
 da Holanda; foi influenciado pelo pietismo alemão. Ênfases:
pregação, conversão, Ceia somente para os convertidos,
 reuniões devocionais. · Esses avivamentos iniciais foram limitados
geograficamente, servindo de preparação para um evento muito
mais amplo. 6. O PRIMEIRO GRANDE DESPERTAMENTO
 Três grandes pregadores: (1) Jonathan Edwards (1703-1758) ·
 Neto de Solomon Stoddard; seu auxiliar de 1727 a 1729 e
 depois pastor titular da Igreja de Northampton. · 1734 –
 série de sermões sobre a justificação pela fé e avivamento
 em Northampton. · Tornou-se um observador e defensor
 dos avivamentos, escrevendo diversas obras importantes
sobre o assunto. · 1750 – foi afastado da igreja por insistir
 que somente pessoas convertidas deviam participar da
 Ceia do Senhor · Trabalhou no oeste do estado como
pastor dos colonos e missionário entre os índios. ·
Morreu pouco após tornar-se presidente do Colégio de
 Nova Jersey. (2)
 Gilbert Tennent (1703-1764) ·
Pastor presbiteriano de Nova Jersey. · Estudou no
 “Colégio de Toras”, o primeiro seminário presbiteriano
 norte-americano, dirigido por seu pai. · A partir de 1726,
 foi influenciado por Theodore Frelinghuysen, de quem
 aprendeu sobre evangelização e assistência pastoral. ·
 Sermão mais conhecido: “O perigo de um ministério
não convertido” (1740). (3)
 George Whitefield (1714-1770) ·
 Pregador calvinista inglês, ministro da Igreja Anglicana, iniciador do
 avivamento evangélico inglês ao lado do colega John Wesley. ·
Realizou famosa campanha evangelística nas colônias centrais,
no sul e na Nova Inglaterra (1739-1740), que marcaram o
auge do Primeiro Grande Despertamento. · Foi o primeiro
evangelista moderno a pregar a grandes multidões ao ar
livre em campos e praças públicas. · Sua pregação era
doutrinária, bíblica e fervorosa, sem apelar ao emocionalismo.
 7. JONATHAN EDWARDS (1703-1758) · 1726 – pastor assistente
do avô, Salomão Stoddard, em Northampton · 1727 – casa-se
 com Sarah Pierrepont ·
 1729 – com a morte do avô, torna-se pastor titular da igreja · 1734 –
sermões sobre justificação pela fé e avivamento local · 1740 – auge
do 1º Grande Despertamento (George Whitefield) · 1750 – dispensado
 da sua igreja devido a controvérsia sobre a Santa Ceia; trabalha entre
 colonos e índios em Stockbridge · 1758 – morre um mês após assumir
a presidência do Colégio de Nova Jersey (Princeton) 7.1. Obras sobre
 o avivamento · Uma Luz Divina e Sobrenatural (1734) –
sermão baseado em Mt 16.17.
 · Fiel Narrativa da Surpreendente Obra de Deus ou Narrativa de
Conversões Surpreendentes (1736) – análise dos eventos ocorridos
em Northampton e região. · Marcas Distintivas de uma Obra do
 Espírito de Deus (1741) – sermão pregado no Colégio de Yale;
trata do avivamento mais amplo. · Alguns Pensamentos acerca do
 Presente Reavivamento da Religião na Nova Inglaterra (1742) –
 desenvolve os argumentos da obra anterior. · Tratado sobre as
 Afeições Religiosas (1746) – obra mais madura sobre a experiência
 do avivamento; baseada numa série de sermões sobre 1 Pe 1.8. 7.2.
Três grupos quanto ao avivamento · Velhas Luzes – opunham-se a
 formas não-tradicionais de culto e criticavam os excessos
emocionais (Charles Chauncy) · Extremados – ênfase no
emocionalismo (James Davenport) · Novas Luzes –
 posição intermediária entre as anteriores; viam muitos
 elementos positivos nos avivamentos (Edwards e outros) 7.3.
Princípios bíblico-teológicos · Fundamento – as Escrituras e a fé
 reformada. · Ponto de partida – o Deus soberano em sua majestade,
graça e glória. · Critério principal – Quem está no centro das atenções:
Deus ou o ser humano? · Senso de incapacidade, pecaminosidade
 e dependência de Deus. · A atuação imprescindível do
Espírito Santo. · Crítica das teorias de salvação que dão
 ênfase às obras humanas ou à capacidade humana. 7.4.
Conhecimento experimental de Deus · A necessidade de
conversão. · A fé simplesmente intelectual não é suficiente.
 · Necessidade de entendimento e sentimentos (luz e calor).
 · A importância dos “afetos” ou “afeições” na vida espiritual.
 · Dois erros no avivamento: (a) mero emocionalismo; (b)
 ênfase não a Deus, mas às respostas humanas a Deus.
 · O conhecimento de Deus deve ser sensível, experimental,
 afetivo. 7.5. Edwards e o avivamento · A importância e
necessidade do avivamento. · Consciência de desvios,
excessos e até manifestações satânicas. · Esses problemas
não invalidam os aspectos positivos. · Critérios de autenticidade –
“frutos visíveis”: - convicção de pecado - seriedade nas coisas
espirituais - preocupação com a glória de Deus - apego às
 Escrituras - mudança no comportamento ético -
 relacionamentos transformados - influência regeneradora
na comunidade Essa obra de Deus, à medida que se multiplicou
 o número dos verdadeiros santos, logo produziu uma gloriosa
 transformação na cidade, de modo que na primavera e verão
seguintes (ano de 1735), a cidade parecia estar cheia da
presença de Deus. Ela nunca esteve tão cheia de amor e
de alegria, e no entanto tão cheia de angústia, como
esteve então. Houve notáveis sinais da presença de
 Deus em quase todos os lares. Foi uma ocasião de
alegria nas famílias por causa da salvação que chegou
até elas... Mais de 300 almas foram levadas a Cristo
de modo redentor, nesta cidade, no espaço de meio ano...
Eu espero que a grande maioria das pessoas da cidade,
 acima de dezesseis anos, tenham agora o conhecimento
salvador de Jesus Cristo. (Fiel Narrativa) Fiquemos todos
 advertidos de que de modo algum devemos nos opor ou
 fazer qualquer coisa, por pequena que seja, para sufocar
ou impedir a obra que ultimamente tem ocorrido nesta região,
antes, pelo contrário, façamos o máximo para promovê-la
. (Marcas Distintivas) 7.6. Efeitos do Primeiro Grande
 Despertamento 1. Crescimento das igrejas
 2. Reflexão bíblica e teológica 3. Ênfase em missões e educação
 4. Liberdade política e religiosa
 8. O SEGUNDO GRANDE DESPERTAMENTO 1
. Avivamento mais importante da história dos Estados Unidos 2.
 Conjunto de despertamentos regionais de norte a sul (c. 1795-1840) 3.
 Atingiu tanto a fronteira (oeste) quanto as zonas urbanizadas do leste 4.
 Surgimento dos acampamentos evangelísticos (“camp meetings”),
como o de Cane Ridge (Kentucky), sob a liderança de Barton Stone (1801)
 5. Norte do Estado de Nova York – “o distrito calcinado”
 8.1. Líderes mais destacados 1. Francis Asbury (1745-1816)
 · Discípulo de João Wesley, chegou aos EUA em 1771
 · Viajou extensamente e organizou a Igreja Metodista (1784)
 · Enviou pregadores itinerantes (“circuit riders”) por todo o país
 · Foi o homem mais conhecido do seu tempo 2. Charles G. Finney (1792-1875)
 · Mais famoso avivalista da sua geração · Rompeu com o seu
presbiterianismo de origem e abraçou o arminianismo
 · Criou e divulgou técnicas de avivamento ou “novas medidas”
(apelos, “banco dos ansiosos”, séries de conferências)
 · Exerceu grande influência sobre o evangelicalismo
e o pentecostalismo 3. Outros personagens · Timothy Dwight (1752-1817):
neto de Jonathan Edwards; presidente do Colégio de Yale;
avivamento entre os estudantes em 1802. · Asahel Nettleton
(1783-1844): pregador calvinista de Connecticut; testemunhou
milhares de conversões; rejeitava os métodos de Finney.
 9. DIFERENÇAS ENTRE O 1º E O 2º DESPERTAMENTOS
 1. O primeiro foi liderado por congregacionais, anglicanos
 e presbiterianos (Jonathan Edwards
, George Whitefield, Gilbert Tennent); o segundo por metodistas,
 batistas e discípulos de Cristo.
 2. O primeiro foi marcado por uma teologia calvinista,
reformada (ênfase na soberania de Deus);
 o segundo por uma teologia arminiana (ênfase na escolha, iniciativa e decisão humana).
 3. O primeiro atingiu fortemente os congregacionais da
Nova Inglaterra e os presbiterianos das colônias centrais;
 o segundo produziu um crescimento fenomenal dos
 metodistas e batistas. 4. O segundo produziu efeitos
mais amplos e duradouros que o primeiro, tais como
o surgimento das “sociedades voluntárias”, organizações
 permanentes que visavam evangelizar e reformar os Estados Unidos. 10. SOCIEDADES VOLUNTÁRIAS (“O IMPÉRIO BENEVOLENTE”)
 1. Junta Americana de Missões Estrangeiras (1810)
 2. Sociedade Bíblica Americana (1816)
 3. Sociedade Americana de Colonização (1816)
 4. União Americana das Escolas Dominicais (1824)
 5. Sociedade Americana de Tratados (1825)
 6. Sociedade Americana de Educação (1826)
 7. Sociedade Americana para a Promoção da Temperança (1826)
 8. Sociedade Americana de Missões Nacionais (1826)
 11. O TERCEIRO GRANDE DESPERTAMENTO
 1. Começou no Canadá e se estendeu à região leste dos EUA (1857-1859)
 2. Ocorreu numa época de grave crise política e econômica
 3. Concentrou-se em reuniões de oração realizadas em muitos locais
 4. Foi liderado por leigos como a pregadora Phoebe Palmer
 (1807-1874) Portal Mackenzie
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"NÃO TERÁS OUTROS DEUSES DIANTE DE MIM. Êxodo 20:2

Pois os costumes dos povos são vaidade. O ídolo é apenas um madeiro que se corta do bosque, obra das mãos do artífice que o trabalhou com o machado.
Enfeitam-no com prata e com ouro; com pregos e a marteladas o firmam, para que não se abale.
São como o espantalho num pepinal, e não falam; necessitam de serem carregados porque não podem dar passo. Não tenhais medo deles; porque não podem fazer o mal, nem está neles o fazer o bem.
Jeremias 10:3-5

Devemos adorar só a Deus!!!