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sábado, outubro 31

O JOVEM TAMBOR

A primeira vez que li este testemunho, algo de sublime e elevado afetou meu coração, pela experiência vivida por seus personagens. Como ela tocou em meu coração, talvez também vá tocar naqueles que tiverem paciência de ler este relato. Deus o abençoe nesta leitura.

Durante a guerra americana fui eu cirurgião no exército dos Estados Unidos. Depois da batalha de Gettysburg houve centenas de feridos no meu hospital entre os quais 28 tão gravemente que precisavam dos meus imediatos serviços, para amputar pernas a uns, braços a outros, pernas e braços a alguns. Um destes estava ao serviço militar havia três meses, e como era ainda muito novo para soldado, alistara-se como tambor. Quando um de meus ajudantes e um dos enfermeiros lhe quiseram dar o clorofórmio, antes da operação virou a cabeça para o lado e recusou-se terminantemente a tomá-lo. Quando lhe disseram que era as ordens do médico, respondeu: “Mandem-me cá o médico”. Ao chegar ao pé dele perguntei-lhe: “Então meu rapaz, porque te recusas tomar o clorofórmio? Quando te encontrei no campo de batalha estavas tão mal que julguei quase inútil trazer-te para aqui, mas quando abriste esses grandes olhos azuis, pensei que talvez tivesses por este mundo fora, uma mãe que se estivesse lembrando do seu rapaz naquele momento. Não queria que morresses no campo, por isso ordenei que te trouxessem para aqui. Tens perdido tanto sangue e estás tão fraco que não poderá sofrer operação sem clorofórmio, portanto é melhor que deixes dar-to”.
Ele pôs a mão na minha e fitando-me disse” Senhor doutor, um Domingo de tarde, nas escola dominical quando tinha apenas nove anos e meio de idade, dei meu coração para Jesus. Aprendi nesse momento a confiar nEle desde então o tenho feito sempre, e sei que posso também confiar nËle agora. Cristo é a minha força e meu estímulo., E há de suster-me enquanto estiverem a amputar-me a perna e o braço”. Pedi então licença para lhe dar um gole de aguardente. Tornou a olhar para mim e disse”: “Doutor, quando eu tinha apenas cinco anos, minha mãe ajoelhou-se ao meu lado com o braço em volta do meu pescoço e disse: “Meu Carlos, estou agora orando e Jesus para que nunca conheças o gosto das bebidas alcoólicas; teu pai era dado ao vinho e disto morreu, e prometi a Deus, se fosse da sua vontade que vivesses, que havias de advertir outros jovens contra esse vício”. Hoje, tenho 17 anos, e nunca tomei bebida mais forte do que chá ou café, e como provavelmente estou prestes a comparecer na presença de Deus, quer o sr doutor que eu morra cheirando a aguardente? ...”.
Nunca poderei esquecer o modo como aquele rapaz, olhou para mim. Nesse tempo, eu odiava a Jesus mas respeitei a lealdade daquele jovem para com seu Salvador e, quando vi como ele amava e confiava no seu Senhor até o fim, senti-me comovido, e fiz por aquele rapaz o que nunca fizera por nenhum outro soldado; perguntei-lhe se queria ver um capelão evangélico. “Oh! Sim, senhor, respondeu.
Mandei chamar o sr “R***. Quando chegou, conheceu logo o rapaz por o ter encontrado muitas vezes nas reuniões campais de oração, e tomando-lhe a mão disse: “Carlinhos, tenho muita pena de te ver neste triste estado”.
- “Oh! Não se aflija, senhor”, respondeu. “O doutor ofereceu-me clorofórmio, mas eu recusei-o; depois quis dar-me aguardente, também recusei’; e agora se meu Salvador me chamar, quero ir para Ele no meu perfeito juízo”.
- “Talvez não morras, Carlos “, disse-lhe o capelão, mas se for da vontade de Deus chamar-te a Si, queiras que te faça qualquer coisa depois da tua partida? “.
- Peço-lhe que faça o favor de meter a mão debaixo do travesseiro, e tirar a minha Bíblia; nela encontrará a direção de minha mãe: faça o favor de lhe mandar a Bíblia com uma carta informado-a que desde que saí de casa nunca passou um dia sem eu ler uma porção da Palavra de Deus, orando diariamente, quer em marcha, quer no campo de batalha, quer no hospital, para que Deus abençoasse a minha querida mãe”.
- Que mais poderei fazer por ti, meu rapaz? Perguntou o sr R ***.
- Faça o favor de também escrever uma carta ao superintendente da escola Dominical evangélica de Sands Street, Brooklyn, N.Y., E comunicar-lhe que nunca esqueci as suas bondosas palavras; as muitas orações e bons conselhos que me deu, tem me seguido em todos os perigos da batalha, e agora, à hora da minha morte, peço ao meu amado Salvador que abençoe o meu querido superintendente; eis tudo quanto eu desejo”.
Depois voltando-se para mim, disse: - “Agora, doutor estou pronto, e prometo-lhe que nem sequer hei de gemer enquanto me cortar o braço e a perna, mas não me dê o clorofórmio”. Prometi, mas não tive coragem de pegar o bisturi e operar sem primeiro ir tomar um estimulante a fim de me dar ânimo para aquela tarefa.
Enquanto cortava a carne, Carlos Coulson nunca gemeu, mas quando peguei na serra para separar o osso, o rapaz pôs um canto da almofada na boca, e só lhe ouvi murmurar as seguintes palavras: “Jesus, ó bendito Jesus, sê comigo agora”. Carlos cumpriu sua promessa, e nunca gemeu.
Não pude dormir esta noite, porque, para qualquer lado que me virasse, via aqueles meigos olhos azuis, e quando fechava os meus ainda me soavam aos ouvidos aquelas palavras: “Ó Bendito Jesus, sê comigo agora “. Entre a meia noite e a uma hora, levantei-me e visitei o hospital, coisa que nunca fazia a não ser que tivesse uma chamada especial, tal era o meu desejo de ver aquele rapaz. Ã minha chegada fui informado pelo enfermeiro que 16, dos que estava, em estado desesperador, morreram, e foram levados para a morgue. “Como está o Carlos Coulson: já morreu? “Perguntei. Não respondeu o enfermeiro. “Está dormindo tão sossegadamente como uma criança”. Quando cheguei ao pé da cama onde ele jazia, disse-me uma das enfermeiras que, pelas nove horas, tinham vindo ao hospital dois membros da União Cristã da Mocidade para ler alguns trechos da Bíblia e cantar um hino. Eram acompanhados pelo sr R***, que se ajoelhou ao pé da cana de Carlos Coulson, e ofereceu uma fervorosa e comovente oração depois de cantarem, sempre de joelhos o doce hino, “Jesus Amante da minha alma”, acompanhando-os Carlos. Eu não podia compreender como aquele rapaz, depois de ter sofrido dores tão atrozes pudesse cantar.
Cindo dias depois da operação mandou-me chamar, e foi a ele que ouvi, naquele dia, as primeiras palavras sobre o Evangelho. “Doutor”, disse ele, “a minha ultima hora está próxima e não espero tornar a ver o raiar do dia, mas, graças a Deus, estou pronto para partir, e antes de morrer desejo agradecer-lhe do íntimo do meu coração toda a sua bondade para comigo. “Doutor, o senhor é judeu, não crê em Jesus; peço-lhe por favor que fique ao pé de mim para me ver morrer, confiando no meu Salvador até o último momento de minha vida”.
Diligenciei ficar, mas não pude; faltou-me a coragem para ver morreu um rapaz cristão, regozijando-se no amor daquele Jesus que me tinham ensinado a odiar, por isso sai precipitadamente do quarto. Uns vinte minutos mais tarde, um enfermeiro veio me procurar no meu gabinete particular, e disse-me: “Doutor, o Carlos deseja vê-lo “.
- Acabei de o ver há pouco “, respondi, e não tenho ânimo para lá voltar.
- “Mas, senhor doutor, ele diz que precisa fala-lhe antes de morrer”. Então resolvi a voltar para ao pé dele, afim de lhe dar uma palavra afetuosa e deixá-lo, mas estava decidido a não me deixar q influenciar por nenhuma das suas palavras, pelo menos no que dissesse respeito ao seu Jesus. Quando entrei na enfermaria vi que estava por pouco, e sentei-me ao pé da cama. Pegando-me na mão disse: “Doutor, gosto de ti por ser judeu; o melhor Amigo que encontrei neste mundo também era judeu”. Perguntei-lhe quem era e respondeu-me: “Jesus Cristo a quem eu quero apresentá-lo antes de morrer, e prometa-me , doutor, de que nunca esquecer daquilo que vou lhe dizer?”.
Eu prometi, então ele disse: “Há cinco dias, enquanto o doutor me estava cortando o braço e a perna, eu orava ao Senhor Jesus Cristo para que convertesse a sua alma”.
Estas palavras penetraram no meu coração. Eu não podia compreender como, enquanto lhe estava causando a mais intensa dor ele pudesse esquecer-se de tudo quanto lhe dizia respeito e pensar no seu Salvador e na minha alma por converter.
Sé lhe pude responder - “Está bem rapaz, em pouco tempo estarás descansando”. Com estas palavras deixei-o, e doze minutos depois tinham- se acabado seus sofrimentos para sempre.
Centenas de soldados morreram em meu hospital durante a guerra, mas apenas acompanhei um deles à sepultura, e esse foi o Carlos Coulson, o jovem Tambor, e caminhei quatro quilômetros e meio no seu enterro. Mandei que lhe vestissem um uniforme novo, e que o pusessem num caixão de oficial, e o cobrissem com a bandeira dos Estados Unidos .
As palavras daquele querido morto fizeram uma profunda impressão no meu espírito. Eu era rico naquele tempo, nas riquezas do mundo, mas teria dado todo o meu dinheiro para que os meus sentimentos para com Cristo fossem iguais o de Carlos: mais tais sentimentos não se compram com dinheiro, infelizmente bem depressa esqueci o seu sermão, mas não pude esquecer o meu jovem soldado cristão. Agora sei que naquele tempo estava sob uma profunda convicção de pecado, mas lutei contra Cristo como todo o ódio de um judeu ortodoxo durante quase dez anos, até que finalmente a oração daquele querido rapaz foi ouvida, e Deus converteu a minha alma.
Uns dezoito meses depois da minha conversão fui uma tarde a uma reunião de oração na cidade de Brooklyn. Era uma dessas reuniões em que os cristãos testemunham do amor e da misericórdia de seu Salvador. Depois de vários terem falado, levantou-se uma senhora de idade que disse: “Meus caros amigos, talvez seja esta a última vez que aqui tenha o privilégio de testemunhar por Cristo. O médico disse-me ontem que já quase não tenho pulmão direito e o esquerdo está afetado; por isso, pouco tempo poderei viver, mas o que me resta pertence a Jesus. Oh! É uma grande alegria saber que vou encontrar o meu filho no céu com Jesus. Ele não só era soldado do seu país, como também o era de Cristo. Foi ferido na batalha de Gottysburg, e foi tratado por um médico judeu, que lhe amputou um braço e uma perna, mas morreu cinco dias depois da operação. Um amigo mandou-me a Bíblia do meu filho e escreveu-me uma carta que dizia que o meu Carlos na hora derradeira mandara chamar esse médico e lhe dissera: “Doutor, antes de morrer quero dizer-lhe que há cinco dias, enquanto me cortava o braço e a perna eu orava ao Senhor Jesus Cristo para que convertesse a sua alma”.
Quando ouvi o testemunho desta senhora, não pude mais conter-me. Levantei-me , atravessei a sala, e tomando-a pela mão, disse: “Deus a abençoe minha querida irmã; a oração de seu filho foi ouvida e respondida. Eu sou o médico judeu por quem o seu Carlos orou, e o seu Salvador é agora o meu Salvador”.
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“Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que n”Ele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna. João 3:16

Extraído

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