مرحبـاً Selamat Datang Welcome Bienvenue Добро пожаловать Bienvenidos Sejam Bem-vindos

terça-feira, fevereiro 26

Autoridade e Submissão

E-mail Imprimir PDF
autoridadeO que é autoridade?
Refere-se ao direito e poder para estabelecer, determinar e governar, por causa de uma posição e um titulo superior. (Dn 4.34,35)
O que é submissão?
É na realidade um ato de fé e um reconhecimento de que alguém está no controle e tem poder sobre você. (Lc 19.14; 7.1-10) A Importância da Autoridade (Rm 13.1-7; Hb 1.3; Is 14.12-14; Mt 6.13; 26.26-64) O Trono de Deus Estabelecido Sobre a Autoridade O trabalho do Senhor resulta do trono de Deus; o trono de Deus é estabelecido sobre autoridade.
Todas as coisas foram criadas pela autoridade de Deus, e as leis na terra são mantidas juntas através da autoridade. Portanto, a Bíblia diz que o Senhor sustenta todas as coisas pelo Seu poder. A autoridade de Deus representa o próprio Deus; o poder do Senhor somente representa as obras de Deus. É fácil ser perdoado do pecado contra o poder de Deus, porém não é fácil ser perdoado do pecado contra a autoridade de Deus, porque pecar contra autoridade do Senhor é pecar contra o próprio Deus.
Em todo o universo somente Deus é autoridade. Todas as outras autoridades são nomeadas por Deus. Nada é maior do que a autoridade no universo; nada pode superá-la. Por essa razão, se nós queremos servir a Deus, devemos conhecer a autoridade do Senhor. Até os Demônios Conhecem Sobre o Princípio de Autoridade E alguns judeus, exorcistas ambulantes, tentaram invocar o nome do Senhor Jesus sobre possessos de espíritos malignos, dizendo: Esconjuro-vos por Jesus, a quem Paulo prega. Os que faziam isto eram sete filhos de um judeu chamado Ceva, sumo sacerdote. Mas o espírito maligno lhes respondeu: Conheço a Jesus e sei quem é Paulo; mas vós, quem sois? E o possesso do espírito maligno soltou sobre eles, subjugando a todos, e, de tal modo prevaleceu contra eles, que desnudos e feridos, fugiram daquela casa. (Atos 19.13-16)
Vemos aqui nesse episódio que os sete filhos do sacerdote Ceva criam que poderiam expulsar o espírito maligno de um homem possesso, porém vemos que eles não conseguiram executar essa missão com êxito. O demônio disse a eles conheço a Jesus e sei quem é Paulo; mas vós quem sois? Em outras palavras o espírito imundo queria saber quem tinha delegado autoridade a eles para o expulsá-lo daquela pessoa. Até os demônios conhecem sobre o principio de autoridade espiritual no reino de Deus.
Constatamos que esses sete homens foram humilhados diante dos demônios e das pessoas ali presente. Provavelmente eles nem eram crentes em Jesus. Pois não tinham autoridade sobre os espíritos malignos para fazerem o que Paulo fazia em nome de Jesus. Mesmo sendo filhos de um sacerdote, não estavam capacitados nem por Deus e nem por um líder espiritual para expulsar demônios das pessoas., Deus não tem netos e sim filhos. Satanás não tem medo de ameaças contra ele, de gritos, ele teme é a autoridade que o Altíssimo nos entregou. E a autoridade espiritual vem através da nossa submissão a Deus e a nossa liderança, ou seja, os nossos líderes espirituais no ministério da igreja de Cristo.
A Maior Exigência em Toda a Bíblia é a Submissão a Vontade de Deus A maior exigência de Deus para o homem não é carregar a cruz, ofertas, consagração ou auto-sacrifício. A maior reivindicação do Senhor para o homem é a submissão. Deus ordenou a Saul que aniquilasse a cidade de Amaleque e que destruísse completamente tudo o que eles tinham (1 Sm. 15). Entretanto depois que Saul venceu os amalequitas, ele poupou Agague, o rei de Amaleque, e apreciou as melhores ovelhas e bois e tudo o que era bom, e recusou-se a destruí-los, esperando ao invés disso oferecê-los como sacrifício a Deus. Porém Samuel lhe disse: “O obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender melhor do que a gordura de carneiros.” O sacrifício mencionado aqui é a oferta queimada; ele não tem nada a ver com o pecado. É para a satisfação e aceitação de Deus. No entanto Samuel disse que ouvir e obedecer é melhor que sacrificar. Por que é assim? Porque ainda em tal sacrifício existe a possibilidade da mistura com o desejo próprio. Somente no ouvir e na obediência existe honra absoluta a Deus e exaltação da Sua vontade. A obediência (submissão) é o outro lado da autoridade.
A fim de ter a obediência, é preciso primeiro manter o ego fora de cena. Não se deve tentar obedecer com o “eu”. Somente vivendo no espírito há possibilidade de submissão. Obediência é a mais alta expressão de resposta à vontade de Deus. A Submissão de Jesus (Fp 2.5-11; Hb 5.7-9) O Senhor Criando a Submissão A Bíblia diz que o Senhor não julgou como usurpação o ser igual a Deus. Usurpar significa tomar pela força. A igualdade do Senhor com Deus não é algo que Ele tomou pela força. Não se trata de uma usurpação, porque, antes de tudo, o Senhor tem a imagem de Deus. (Filipenses capitulo 2, versículos 5 a 7) formam uma seção, enquanto os versículos 8 a 11 formam outra divisão. A primeira seção é sobre o esvaziar-se de Cristo.
A segunda seção é sobre a humilhação de Si mesmo. Aqui o Senhor humilhou-se duas vezes, uma ao esvaziar-se em Sua deidade, e a outra ao humilhar-se em Sua humanidade. Quando o Senhor veio a terra, Ele esvazio-se da glória, poder, posição e imagem em Sua deidade, tanto que os sem-revelação não O reconheceriam como Deus, considerando-O apenas um homem, um simples homem comum. O Senhor escolheu voluntariamente ser o Filho, submetendo-se a autoridade do Pai. Portanto, Ele disse que o Pai era maior do que Ele. A posição de Filho foi uma escolha voluntária do Senhor. O Pai se tornou à representação da autoridade e o Filho se tornou à representação da submissão. Somos humanos. Para nos submetermos é simples. Desde que nos humilhemos podemos submeter. Todavia não é uma questão simples o Senhor se submeter.
A submissão do Senhor é mais difícil do que a Sua criação dos céus e da terra. Para se submeter Ele teve de esvaziar-se de toda a glória, poder, em Sua deidade. Ele também teve de tomar a forma de um servo. Somente então pode receber a qualificação para submissão. Portanto, submissão é algo criado pelo Filho de Deus. Antes o Pai e o Filho compartilhavam a mesma glória. Quando o Senhor veio a terra, por um lado Ele abriu mão da autoridade, e por outro lado assumiu a submissão. Ele aplicou Seu coração para tornar-se um servo, para ser restringido no tempo e no espaço como um homem. E isto não é tudo.
O Senhor Jesus humilhou a Si mesmo, tornando-se obediente. A obediência na Deidade (divindade) é a coisa mais maravilhosa em todo o universo. Ele se tornou obediente até a morte, e morte de cruz, uma dolorosa e vergonhosa morte. No final Deus O exaltou sobremaneira. Quem se humilha será exaltado. Este é o principio de Deus.
 

O princípio da autoridade - GEREMIAS DO COUTO

A autoridade é um princípio bem estabelecido nas Escrituras. Ela está implícita no momento da Criação, quando Deus orienta Adão a estabelecer domínio sobre a Terra. Isso nada mais é do que autoridade. Ela implica, portanto, em exercer comando, ordenar procedimentos e capacidade de liderança. O uso legítimo dela deve proporcionar segurança, convivência pacífica e submissão para que a anarquia não se instale.

Infelizmente, porém, hoje o que mais se vê, em todos os segmentos, é a quebra deste princípio, que proporciona ao diabo a oportunidade de impor a sua filosofia, tornando frágil a autoridade. Ele atua minando o poder de comando por meio da desagregação. Fragmenta para poder agir livremente. Bem disse o Senhor: “Todo reino dividido contra si mesmo é devastador, e toda a cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá”, Mateus 12.25.

Como filho de pastor, que cresceu vendo as venturas, mas também as aflições do pastoreio, lembro-me do que um "irmão", ao questionar a autoridade pastoral, afirmou certa vez: "A melhor forma de se derrubar um pastor é semear a discórdia na Igreja". Não é isso uma tentativa diabólica de minar o princípio da autoridade? Não é assim que, para a nossa mais amarga tristeza, muitos estão agindo pelo Brasil afora? 'Não é esse o espírito que predomina em alguns ambientes convencionais?

Se, no mundo, o efeito da quebra da autoridade é a ruína de todo o sistema, imagine quando isso ocorre na Igreja? O resultado é catastrófico. É óbvio que não se está, aqui, pregando o autoritarismo, o regime ditatorial, o absolutismo. A autoridade, em regimes democráticos, é consentida e aceita como tal, enquanto que, na Igreja, advém do próprio Deus, que, mediante princípios escriturísticos bem assentados, faz com que ela – a Igreja – reconheça sua origem e consinta na submissão a essa autoridade.

É dessa perspectiva que se estabelece qualquer relação entre os que exercem a autoridade na Igreja e os que a ela se submetem. É a partir daí que também se assentam todas as conexões com seus órgãos representativos, ainda que estes não sejam necessariamente a Igreja, no estrito sentido do termo. Apenas para exemplificar, se uma decisão é tomada no nível da igreja local, do ministério regional ou da convenção estadual quanto ao caminho que será trilhado na escolha dos novos líderes do órgão máximo nacional, e alguém resolve incitar os liderados a se insurgirem contra o que foi consensualmente decidido, aí está a quebra da autoridade, aí está a síndrome de Lúcifer, aí está o pecado de rebelião.

Muitos almejam a autoridade, mas não sabem submeter-se a ela. Insuflam a rebelião para tirar proveito da desagregação provocada e, quando assumem posição de comando, o seu dedo mínimo é mais pesado que os lombos dos que o antecederam. Todavia, o caminho para se obter a verdadeira autoridade, na obra de Deus, é o da submissão à autoridade que Deus estabeleceu. É o da prestação de contas a quem está sobre nós. É o da presunção de que quem nos governa, na Igreja e em seus órgãos representativos, ali está porque Deus lhe deu essa autoridade.
Esse é o padrão de autoridade na Igreja.
O desafio de ser Pastor
19/05/2005   Versão para impressão   Envie para um amigo

Pastor
Assim como Cristo, o Pastor também é alvo das mais desencontradas opiniões e de diferentes conceitos aos olhos humanos.
Se o pastor é dinâmico, ele é ativista.
Se for calmo, não tem visão ou é preguiçoso.
Se o pastor é exigente, ele é intolerante e ditador.
Se não exige, ele é displicente e negligente com o ministério.
Se o pastor visita, é porque gosta de incomodar o sossego dos outros.
Se não visita, é irresponsável e descuidado com as ovelhas.
Se o pastor se veste bem, ele é vaidoso, extravagante ou janota.
Veste-se mal, ele é relaxado e tem mau gosto.
Se o pastor anda sorrindo, ele é irreverente e gaiato.
Se não solta um sorriso, é porque anda estressado.
Se o pastor fica com os jovens, é imaturo e não se coloca no seu lugar.
Se com os adultos, é antiquado, ultrapassado e cafona.
Se ficar com as crianças, é infantil e precisa amadurecer.
Se procurar atualizar-se, ele é mundano e tem mentalidade secular.
Se não se atualiza, é mente fechada e não quer se reciclar.
Se o pastor cuida da família, é descuidado com a igreja.
Se cuidar da igreja, é descuidado com a família.
Se pregar muito tempo, é prolixo, cansativo, metido a intelectual.
Se pregar pouco, é que não tem mensagem, nem da internet.
Se procurar agradar a todos, é sem personalidade e interesseiro.
Se for positivo e procura corrigir e disciplinar o rebanho, é porque é parcial e só disciplina os fracos.
Se realizar programas novos, é que só quer viver de promoções e ôba-ôba!
Se não realiza, é que não tem idéias novas.
Se o pastor é alegre, é sem linha e deveria ter mais compostura.
Se chorar no púlpito, é chorão, sensível demais e não tem domínio próprio.
Se o pastor organiza trabalhos e campanhas, é explorador do rebanho.
Se não organiza, é que não dá trabalho ao rebanho e não tem criatividade.
Se o pastor fala alto, é que não tem argumentos para convencer.
Se falar baixo, é um coitado, tímido, e nem voz tem.
Se o pastor prega nas ruas, é porque barateia o evangelho.
Se só fica na igreja, está acomodado nas quatro paredes do templo.
Se o pastor faz amizades no rebanho, é que tem panelinha e faz acepção de pessoas.
Se ora muito, é porque não tem o que fazer ou está querendo aparecer.
Se orar pouco, é um pastor relaxado, irresponsável, preguiçoso e carnal.
Se o culto termina cedo, ele é frio e não deixa o Espírito operar na Igreja.
Se o culto excede o horário, é irresponsável e impontual.
Se o pastor fala em outras línguas em público, deveria evitar e atentar para a decência e para a ordem do culto.
Se não fala, deixou de ser renovado ou perdeu o dom.
Se o sermão pastoral tem dez pontos, é chato e cansativo.
Se o sermão tem apenas dois pontos, ele não tem conhecimento bíblico.
Se ao pregar trata de necessidades da congregação, está expondo as pessoas.
Se faltar a algum culto, é porque está pensando em deixar a igreja.
Se nunca falta a qualquer culto, vai terminar um dia no psiquiatra.
Se o pastor prospera financeiramente, deve estar roubando da Igreja.
Se não prospera, está em pecado ou tem pouca fé.
Hebreus 13.7,17
Lembrai-vos dos vossos pastores, os quais vos falaram a palavra de Deus, e, atentando para o êxito da sua carreira, imitai-lhes a fé. Obedecei a vossos pastores, sendo-lhes submissos; porque velam por vossas almas como quem há de prestar contas delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil.
Você tem lembrado-se do seu pastor?
Você tem orado pelo seu pastor?
Você tem imitado na fé o seu pastor?
Você tem obedecido ao seu pastor?
Você é submisso ao seu pastor?
Você tem respeitado ao seu pastor?
Você tem honrado ao seu pastor?
Você o considera como ungido de Deus?
Você o reputa como o anjo da igreja?
Sua vida tem sido motivo de alegria ou de gemidos para ele?
Você tem amado e honrado a família do seu pastor?
Se você fosse pastor gostaria de ter uma ovelha igual a você no seu rebanho?
(Extraído)

segunda-feira, fevereiro 25

OS PIORES INIMIGOS MUITAS VEZES, ESTÃO MAIS PERTO DO QUE IMAGINAMOS...
Irmãos, sigam unidos o meu exemplo e observem os que vivem de acordo com o padrão que lhes apresentamos.

Pois, como já lhes disse repetidas vezes, e agora repito com lágrimas, há muitos que vivem como inimigos da cruz de Cristo.

Quanto a estes, o seu destino é a perdição, o seu deus é o estômago e têm orgulho do que é vergonhoso; eles só pensam nas coisas terrenas.
Filipenses 3:17-19
Irmãos, sigam unidos o meu exemplo e observem os que vivem de acordo com o padrão que lhes apresentamos.

Pois, como já lhes disse repetidas vezes, e agora repito com lágrimas, há muitos que vivem como inimigos da cruz de Cristo.

Quanto a estes, o seu destino é a perdição, o seu deus é o estômago e têm orgulho do que é vergonhoso; eles só pensam nas coisas terrenas.
Filipenses 3:17-19

Irmãos, sigam unidos o meu exemplo e observem os que vivem de acordo com o padrão que lhes apresentamos.

Pois, como já lhes disse repetidas vezes, e agora repito com lágrimas, há muitos que vivem como inimigos da cruz de Cristo.

Quanto a estes, o seu destino é a perdição, o seu deus é o estômago e têm orgulho do que é vergonhoso; eles só pensam nas coisas terrenas.
Filipenses 3:17-19
Irmãos, sigam unidos o meu exemplo e observem os que vivem de acordo com o padrão que lhes apresentamos.

Pois, como já lhes disse repetidas vezes, e agora repito com lágrimas, há muitos que vivem como inimigos da cruz de Cristo.

Quanto a estes, o seu destino é a perdição, o seu deus é o estômago e têm orgulho do que é vergonhoso; eles só pensam nas coisas terrenas.
Filipenses 3:17-19
Irmãos, sigam unidos o meu exemplo e observem os que vivem de acordo com o padrão que lhes apresentamos.

Pois, como já lhes disse repetidas vezes, e agora repito com lágrimas, há muitos que vivem como inimigos da cruz de Cristo.

Quanto a estes, o seu destino é a perdição, o seu deus é o estômago e têm orgulho do que é vergonhoso; eles só pensam nas coisas terrenas.
Filipenses 3:17-19
Irmãos, sigam unidos o meu exemplo e observem os que vivem de acordo com o padrão que lhes apresentamos.

Pois, como já lhes disse repetidas vezes, e agora repito com lágrimas, há muitos que vivem como inimigos da cruz de Cristo.

Quanto a estes, o seu destino é a perdição, o seu deus é o estômago e têm orgulho do que é vergonhoso; eles só pensam nas coisas terrenas.
Filipenses 3:17-19

Muçulmanos árabes descobrem Cristo através de livros

Na Península Arábica não é nada fácil ser cristão, quem dirá ter a pretensão de divulgar o evangelho de Cristo às pessoas. Importar ou imprimir literatura religiosa, que não seja sobre o Islã, é proibido. Ainda assim, Deus abriu caminho, para adentrar na Península, livros que podem mudar a vida das pessoas
Arabic Man reading.jpg

Leia abaixo as histórias de um vendedor de livros que exerce um importante ministério na obra do Senhor:
Um jovem curioso"Esses livros não têm nada a ver com nossas crenças!", repreende uma mulher árabe o seu filho que, ao passar em frente a uma livraria cristã, para, curioso. Mas, o jovem Saeed* parece não escutar sua mãe: sem poder se conter, ele pega um livro após o outro, passando os olhos surpresos sobre eles. Animado, ele começa a questionar o vendedor sobre o conteúdo daqueles livros. Sua mãe continua a chamá-lo impacientemente, mandando-o sair dali, até que Saeed vira-se e sentencia: ‘Vamos comprar ao menos um!’ Era o que faltava para a mãe explodir em ódio e forçá-lo a ir embora. O vendedor precisa ser bastante cuidadoso com o trabalho que realiza, porque, assim como essa senhora, muitos árabes não gostam do que ele faz. Da mesma maneira, alguns deles descobriram que esse mesmo vendedor pode lhes dar exatamente o que eles procuram.
A cruz
Certo dia, Adeeb, muçulmano ativo em sua mesquita, entra na livraria. Ele encontra livros com cruzes na capa. "Eu estive procurando por essas cruzes", conta ele ao vendedor. "Conte-me sobre o personagem desse livro". Adeeb interessou-se pelo Evangelho de Jesus quando uma noite, acidentalmente, ouviu versículos da Bíblia através do rádio. Ele não tem conhecimento profundo da fé cristã, mas, após ouvir o programa cristão no rádio, pela segunda vez, ele entregou seu coração ao Senhor e, desde então, estava bastante aflito para saber mais e mais acerca da Palavra de Deus. O vendedor passou então a ensiná-lo sobre Jesus. Adeeb sente-se muito feliz com sua nova fé, porém, sofre sérias ameaças por sua família que, inclusive, quer que ele saia de casa. Quando seu cunhado ficou sabendo que Adeeb havia se tornado cristão, ele ficou extremamente furioso. Passou a persegui-lo e a pressioná-lo a negar sua fé em Deus.
Um livro imundoDiante disso, Adeeb ouviu uma proposta do vendedor de livros cristãos: "Deixe-me falar com seu cunhado." Adeeb sentou-se em lugar ali próximo, orando e chorando, e o vendedor foi ao encontro do irmão de sua esposa, um muçulmano chamado Sabri. "Leia isto", disse o vendedor a Sabri, presenteando-o com um livro. "Fala sobre o amor de Deus." Sabri entendeu que o livro que o vendedor tinha em mãos era uma Bíblia. "É um livro imundo, por que você está me entregando isso?" O vendedor começou a explicar-lhe sobre as Escrituras e Sabri ouviu a Palavra do Senhor. Assim, ele entregou sua vida a Jesus: aquilo que ele tanto condenava, agora era o seu maior tesouro! Sem saber do ocorrido, Adeeb volta para casa, ansioso para ver a reação de Sabri. Ao chegar, Sabri lhe abre os braços e lamenta: "Eu não sabia, eu não sabia, estava cego!", afirma ele com lágrimas nos olhos, "perdoe-me meu irmão!"
Fuga que valeu a pena
Sabri agora compartilha a Palavra de Deus e o evangelho de Jesus com muçulmanos que conheceu na mesquita. O jovem Saeed conseguir fugir da raiva de sua mãe por algumas horas e logo correu para a livraria cristã: "Onde mais eu posso comprar livros como esses?", pergunta ele. Depois de conversar sobre o amor e a misericórdia do Senhor com o vendedor, ele promete a si mesmo que vai fazer o que for possível para ter sua própria Bíblia um dia.

domingo, fevereiro 24

Estou seguindo a Jesus
As vezes penso que Ele está andando depressa demais
Mas vejo que sou eu que ando devagar
Muitas vezes minha cabeça se curva para o chão
Estou cansada, tudo parece difícil, as mudanças parecem impossíveis
Mas, ergo a cabeça novamente e vejo seu corpo ágil seguir em frente
Devo prosseguir..  Vou prosseguindo...
 Sei que quando eu me cansar deveras,
 Meus braços estiverem fracos e as pernas doendo pela fadiga
Vai olhar para trás , vai me erguer em seus braços fortes
Ajudando-me a ir mais adiante.
Estou novamente andando...
Sinto fraqueza, dores, impaciência, minha fragilidade,
Mas devo continuar o trajeto e seguindo seus rastros
Seus pés deixam marcas que almejo pisar, todos os dias
Elas são minha bússola, pois sei que Ele andou e venceu...
O mesmo vai acontecer comigo.
Não tenho que olhar para os lados, se fizer isso, sei que posso desistir ou perder tempo.
Olho para os seus pés, olho para suas mãos, e me detenho em seus cabelos
Não vejo o seu rosto, pois Ele vai adiante de mim
Eu o sigo, mesmo fraca muitas vezes para dar conta,
Mas eu vou pela fé.
Sua magestosa presença me conforta...


sábado, fevereiro 23


Qual é a palavra da sua escolha, para com a 

OBRA  MISSIONÁRIA??




Meninas também são vítimas de padres pedófilos

Como apenas os casos envolvendo garotos viram notícia, tem-se a falsa impressão de que só meninos são abusados sexualmente

por Texto Eduardo Szklarz
Para a americana Ann Jyono, o padre Oliver O’Grady era quase da família. Ele havia imigrado da Irlanda para os EUA do mesmo jeito que a mãe dela, e por isso seu sotaque a fazia se sentir segura. Os pais de Ann confiavam tanto em O’Grady que, às vezes, cediam-lhe um quarto para passar a noite. Só não sabiam que o religioso abusava sexualmente da menina. Os abusos começaram em 1976, quando ela tinha 5 anos, e continuaram até 1983. Com medo da reação do pai, Ann só revelou que era abusada no início dos anos 90, quando os jornais começaram a estampar várias denúncias contra o padre.

Segundo o documentário Deliver Us From Evil ("Livrai-nos do Mal"), dirigido pela jornalista americana Amy Berg e indicado ao Oscar de 2007, as autoridades da Igreja sabiam dos crimes, mas fizeram de tudo para acobertar O’Grady. À medida que surgiam novas denúncias, um superior hierárquico do padre - bispo Roger Mahoney - o transferia para outras paróquias da Califórnia. Primeiro, ele foi enviado a Stockton. Depois, para Turlock, San Andreas e Hughson. Abusou de crianças em todas essas cidades. Até que, em 1993, acabou condenado a 14 anos de cadeia por molestar dois irmãos, John e James Howard. O’Grady cumpriu metade da pena e foi deportado para a Irlanda em 2000. Desde então, vive em liberdade - e seu paradeiro é desconhecido.

A terrível história de Ann Jyono revela que meninas também são vítimas de padres pedófilos. A diferença é que elas costumam guardar segredo. Como apenas os casos envolvendo garotos acabam virando notícia, cria-se a falsa sensação de que só meninos são abusados. Mas alguns números demonstram o contrário. Nos EUA, por exemplo, meninas e mulheres adultas correspondem a metade de todas as vítimas que se tornam membros da Snap - sigla em inglês para Rede de Sobreviventes de Abusos por Padres. O psicólogo e ex-sacerdote americano Richard Sipe, especialista em abusos do clero, estima que a chance de um menino cair nas garras de um padre pedófilo é duas vezes maior que a de uma menina até o final da adolescência. Daí em diante, a situação se inverte: as mulheres passam a ser 4 vezes mais abusadas que os homens.

Ainda segundo o documentário da jornalista Amy Berg, as autoridades da Igreja sempre agem de forma a coibir que garotas abusadas sexualmente digam a verdade sobre o ocorrido. Foi assim com Nancy Sloan, outra vítima de O’Grady entrevistada por Amy. Em 1986, depois de muitas tentativas, Nancy finalmente conseguiu uma audiência com o monsenhor Cain, da Califórnia. Perguntou por que ele não impediu que o padre a molestasse nos anos anteriores. A resposta do monsenhor, segundo Nancy, teria sido a seguinte: "Sabíamos dos abusos, mas você é uma menina, foi uma curiosidade normal [de O’Grady]. Se você fosse um menino, aí, sim, pensaríamos que algo estava errado."

A Igreja parece considerar, portanto, que o verdadeiro problema não são os padres pedófilos, mas a homossexualidade. "Muitos psicólogos e psiquiatras já demonstraram que não há relação entre celibato e pedofilia, mas que há entre homossexualidade e pedofilia", declarou em abril de 2010, no Chile, o cardeal Tarcisio Bertone - secretário de Estado do Vaticano e segundo homem na hierarquia da Igreja. A reação foi imediata e furiosa. "Nem Bertone nem o Vaticano têm autoridade moral para dar lições de sexualidade", disse Rolando Jimenez, presidente do Movimento de Integração e Libertação Homossexual chileno, à agência de notícias Associated Press. "Fazer essa conexão [entre homossexualidade e pedofilia] é uma estratégia perversa de quem quer se esquivar das responsabilidades".



FREIRAS NA MIRA
Em março de 2001, o Vaticano admitiu que freiras também têm sido molestadas por padres em pelo menos 23 países. A maioria dos crimes ocorre na África, onde padres que antes buscavam prostitutas agora abusam de freiras para evitar contrair aids. A Santa Sé reconheceu o problema depois de uma investigação publicada pela revista National Catholic Reporter, dos EUA. Segundo o semanário, sacerdotes se aproveitam da posição financeira e espiritual para obter favores de freiras de países pobres - onde a cultura de subserviência aos homens é mais forte.



Crimes e castigos A Igreja paga indenizações, mas poucos padres são presos

De 1950 para cá, os abusos sexuais já custaram à Igreja mais de 1 bilhão de dólares em acordos legais e gastos com a Justiça.

Nos EUA, as vítimas de abusos cometidos por integrantes do clero são mais de 100 mil vítimas. Os especialistas calculam, porém, que pelo menos 80% das crianças abusadas nunca revelam o ocorrido.

Apenas 2% dos padres pedófilos são presos. Com frequência, eles retornam às posições que ocupavam antes de serem acusados.

Fontes: Rede de Sobreviventes de Abusos por Padres (Snap), Amy Berg e National Catholic Reporter.

Polícia Judiciária prende padre pedófilo


O padre Luís Miguel Mendes é suspeito de ter abusado de várias crianças.É actualmente vice-reitor do Seminário do Fundão
Investigação: PJ da Guarda deteve o sacerdote no seminário do Fundão

Vice-reitor do Seminário Menor do Fundão suspeito de vários crimes de abuso sexual. Toda a história para ler no CM
Por:Tânia Laranjo/Ana Isabel Fonseca /Alexandre Salgueiro Silva


A denúncia dos pais de um menor chegou à Polícia Judiciária da Guarda na quarta-feira e os inspectores logo perceberam que o caso tinha contornos verdadeiramente chocantes. O padre Luís Miguel Mendes, de 36 anos, vice-reitor do Seminário Menor do Fundão, terá abusado de várias crianças no interior da instituição. Fazia uso do poder e da influência que tinha para sujeitar os menores a contactos sexuais. Foi detido anteontem e o juiz decretou que fique em prisão domiciliária, com pulseira electrónica. A igreja terá agora de indicar um local onde o sacerdote possa ficar a aguardar o julgamento. Até então está na cadeia.
A detenção da Judiciária é histórica no País. Em Portugal, nunca um padre tinha sido detido por pedofilia. A preocupação dos inspectores da PJ da Guarda, chefiada por Gil Carvalho - que já coordenou a secção de crimes sexuais na Directoria do Norte - foi afastar o padre das crianças. Em apenas dois dias ouviram todos os 17 menores que frequentam o Seminário Menor do Fundão e os pais e identificaram logo mais vítimas. Não há para já um número exacto, mas a PJ admite que as vítimas possam chegar à dezena. As vítimas são de diferentes idades, uma vez que a instituição lecciona do 5º ao 12º ano.
A PJ irá agora ouvir outros menores que tenham passado no seminário. Isto porque, embora o sacerdote seja vice-reitor apenas desde Outubro, faz parte dos formadores da instituição desde 2003, tendo contacto diário com crianças.
Todos os menores abusados contam histórias semelhantes. O padre Luís Miguel terá começado por se aproximar, de forma a ganhar confiança, depois surgiram os contactos sexuais e as ameaças para que permanecessem em silêncio.
A PJ fez buscas no seminário, mas tudo indica que o padre não terá vídeos ou outros ficheiros que comprovem os abusos. Algum material foi levado pelos inspectores e será analisado. A diocese da Guarda tomou já conhecimento do caso.
Pais de alunos e funcionários incrédulos
Os funcionários do Seminário do Fundão estavam ontem incrédulos com a detenção do padre Luís Miguel Mendes. "Isto é tudo uma grande mentira, só pode ser tudo invenção. Trabalho com o padre Luís há nove anos e conheço-o bem. Nunca houve uma história destas", disse ao CM uma freira, que trabalha no seminário.
Confrontados com as suspeitas que recaem sobre o vice-reitor, os pais de alguns menores mostraram-se preocupados, mas com dificuldade em acreditar nas acusações.
"Não vou comentar sem saber mesmo o que se passa, mas custa-me acreditar que realmente aconteceu algo dentro da instituição", adiantou a mãe de um aluno. 

No tribunal durante várias horas
O padre Luís Miguel Mendes chegou ao Tribunal do Fundão por volta das 11h30, tendo saído no carro dos inspectores da Polícia Judiciária da Guarda já ao final da tarde.
O vice-reitor foi levado para um estabelecimento prisional, até que sejam criadas condições para que possa ficar em prisão domiciliária. Desconhece-se se o sacerdote prestou declarações diante do juiz de instrução.

Discurso directo com Manuel Morujão Porta-voz da Conferência Episcopal
"Temos de colaborar com a Justiça"
Correio da Manhã - Que deve fazer a Igreja perante um caso como este?
Manuel Morujão - Antes de mais, temos de colaborar com a Justiça, como determinam as normas aprovadas pela Conferência Episcopal Portuguesa e, depois, aguardar o normal curso da investigação.
- A diocese da Guarda vai suspender este sacerdote das funções de vice-reitor do seminário. É correcto?
- Penso que sim, até para que ele melhor se possa defender.
- A confirmar-se, será o primeiro caso de pedofilia no clero português.
- Sim, mas temos de esperar pelas investigações e não partir para conclusões precipitadas. Nós sabemos que, muitas vezes, há acusações deste género que são infundadas. É preciso muita cautela.

Opinião
A casa do romance ‘Manhã Submersa'
O seminário do Fundão já não será o mesmo casarão frio e cruel que tanto marcou a adolescência de Vergílio Ferreira - recordações amargas que deram origem ao romance ‘Manhã Submersa', publicado em 1954, e adaptado ao cinema, nos anos 80, por Lauro António.
Mas entre aquelas paredes ainda se arrastam velhos fantasmas pérfidos e doentios. O padre Luís, vice-reitor do seminário, é suspeito de vários crimes de abuso sexual de crianças.
Vergílio Ferreira não recorda ofensas do género: revela o ambiente opressivo do seminário e a miséria de um tempo em que ser padre era uma relevante promoção social e a garantia de evitar a fome. Mais de meio século depois, a degradação moral é exactamente a mesma - com uma diferença: os rapazes agora abusados não têm que se mutilar, como fez ‘Borralho', protagonista do romance, para se livrarem dos odiosos prefeitos. A Justiça, para bem de todos, já não se detém aos portões das casas da Igreja - e o padre Luís já está, por enquanto, onde deve estar: longe das crianças.
Manuel Catarino


Ex-provedora da Casa Pia diz que há outros casos de padres pedófilos


Instituição do Fundão acolhe 16 rapazes, alguns dos quais se queixaram de abusos Paulo Pimenta



A população do Fundão e a hierarquia da Igreja Católica acordaram ontem surpreendidas e abaladas com a notícia da detenção, pela Polícia Judiciária (PJ), do vice-reitor do Seminário Menor local, um padre de 36 anos e professor de Educação Moral e Religiosa. Depois de alguns alunos alojados no seminário se terem queixado de abusos sexuais aos pais, estes decidiram denunciar o caso à polícia. Ouvido no Tribunal do Fundão, o sacerdote acabou por ficar em prisão domiciliária, um caso sem paralelo segundo os responsáveis da Conferência Episcopal Portuguesa.

"Isto caiu que nem uma bomba, principalmente aqui num meio mais pequeno", comentava ontem Nuno Maia, proprietário de um café que fica a cerca de um quilómetro do seminário. Localizada às portas da cidade, a instituição, que acolhe 16 rapazes entre os 11 e os 18 anos, é uma referência para quem ali vive. António Boavida disse ter ficado "arrasado" com o que ouviu. "Nem estou em mim. Conheço o padre, toca muito bem órgão e sempre foi uma pessoa gentil", desabafou. Destacando a personalidade "formidável" do sacerdote, admitiu ter "pena" que ele esteja envolvido em algo "tão estranho como o que se conta".

Apesar de se mostrar surpreso com a notícia, José Farinha, outro habitante do Fundão, disse-se menos incrédulo. "Admira-me que não tenham falado nada quando se começou a descobrir coisas sobre a Casa Pia. É um tema que tem vindo a assombrar a Igreja", comentou.

Natural de São Romão, uma aldeia do concelho de Seia, o suspeito foi ordenado padre em 2011, mas antes disso já colaborava com várias paróquias e chegou a dar aulas em escolas primárias. Foi ainda animador de grupos de jovens, ensaiador de coros e organista. Começou por ser colocado na paróquia de Celorico da Beira, mais tarde foi destacado para a equipa educadora do seminário do Fundão e desde há quatro anos era ele quem acompanhava os jovens até ao colégio que frequentavam em Tortosendo (Covilhã), onde dava aulas de Educação Moral e Religiosa Católica. Desde Setembro vice-reitor do seminário, continuava a ser professor e ainda era o orientador do pré-seminário da diocese da Guarda.

A diocese reagiu com a máxima rapidez, mostrando abertura para colaborar com a polícia. "O bispo da diocese deu imediatamente ordem para que fossem abertas as portas do seminário aos agentes da investigação que se apresentassem devidamente identificados e que se desse toda a colaboração para a máxima objectividade para a investigação", esclareceu a instituição, em comunicado.

A PJ apreendeu vários objectos, nomeadamente o computador pessoal, na residência do padre que está acusado de "vários crimes de abuso sexual de crianças e adolescentes sobre os quais detinha funções de educação e protecção".

Foi um grupo restrito de alunos que decidiu avançar e apresentar uma queixa em conjunto na PJ da Guarda na quarta-feira. Alguns iam acompanhados dos pais. Estarão em causa actos sexuais com os menores, não havendo relatos de eventuais violações.

Será mesmo caso único?

Há quatro anos secretário e porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), Manuel Morujão garante que neste período nunca chegou ao seu conhecimento qualquer queixa de pedofilia. Neste caso em concreto, para além da investigação judicial, de acordo com regras que este ano entraram em vigor, o padre será objecto de um procedimento canónico e poderá, em última instância, ser "exonerado do estado sacerdotal". De resto, comenta o secretário da CEP, ele é "um cidadão como outro qualquer". Acresce que a Igreja não é obrigada a comunicar eventuais suspeitas à polícia.

Pouco surpreendidos com a notícia, o psiquiatra Álvaro Carvalho e a ex-provedora da Casa Pia de Lisboa Catalina Pestana, da Rede de Cuidadores (associação criada após o escândalo Casa Pia para apoiar crianças e jovens vítimas de abuso), lembram que avisaram a hierarquia da Igreja para este problema, há mais de um ano. Chegaram a enviar uma carta, depois de o actual cardeal-patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, ter dado uma entrevista a um diário em que dizia não ter conhecimento de qualquer caso desta índole que envolvesse sacerdotes da diocese da capital. "Sei que há casos de pedofilia, só na diocese de Lisboa conheço cinco, e tinha-lhe dito a ele pessoalmente o que sabia", garantiu ontem ao PÚBLICO Catalina Pestana, indignada com o facto de ainda haver seminários para menores no país. "Todos os abusos em massa [no âmbito da Igreja Católica] aconteceram em colégios de freiras ou em seminários. Basta ler a Manhã Submersa de Vergílio Ferreira, que tem como cenário o seminário do Fundão." Mas por que não denunciam então os casos? "Não somos da polícia", retorque Catalina Pestana, que teve uma reunião formal no ano passado com Manuel Morujão e o anterior presidente da CEP D. Jorge Ortiga, para debater este problema. Mas o que acontece aos padres? "São transferidos de sítio", responde Catalina, destacando que há bispos, como o do Porto e, ao que parece agora, este bispo da Guarda, que assumem um comportamento diferente e são "exemplares". Resolvem as coisas de uma forma discreta, enviam os casos para a polícia ou arranjam uma solução em que os sacerdotes não tenham contacto com crianças. O que Catalina Pestana não aceita é que outros se limitem transferir os padres para outros locais. Por isso ela e Álvaro Carvalho vão voltar a escrever uma carta à CEP em breve.

No início deste ano, em entrevista à Antena 1, o antigo arcebispo de Braga D. Eurico Dias Nogueira admitiu que a a Igreja "esteve demasiado tempo calada" sobre casos de pedofilia.
 

Cardeal que protegeu padres pedófilos participará de conclave



O cardeal Roger Mahony (à esquerda) em Los Angeles
Foto: Terceiro / Monica Almeida/The New York Times
O cardeal Roger Mahony (à esquerda) em Los Angeles Terceiro / Monica Almeida/The New York Times
RIO — Na contramão do planeta, que só agora discute os rumos da Igreja Católica, nos Estados Unidos o Papa Bento XVI divide as manchetes com um dos cardeais que escolherão seu sucessor. Ex-arcebispo de Los Angeles, Roger Mahony está de malas prontas para participar do conclave no Vaticano, ignorando a objeção da opinião pública ao seu nome.
Mahony acobertou, por 25 anos, o abuso sexual a mais de 500 meninos na região de sua arquidiocese. Para preservar os padres pedófilos, transferiu-os para outros estados e impediu investigações. Na década passada, os casos vieram gradualmente à tona. Em 2007, a Igreja já havia gasto mais de US$ 600 milhões em acordos com as famílias das crianças. E, na semana passada, o “Los Angeles Times” denunciou que parte desta verba - US$ 115 milhões - veio de um fundo destinado à manutenção de cemitérios, sustentado pelas famílias dos mortos.
Mahony, que deixou a arquidiocese dois anos atrás, não informou aos contribuidores do fundo o que faria com o dinheiro. Em nota, apenas afirmou que a administração dos cemitérios não foi afetada.
Este mês, o arcebispo José Gomez, que assumiu a arquidiocese em 2011, afirmou que seu antecessor seria despojado de suas funções públicas - uma reprimenda incomum no âmbito da Igreja. Gomez, porém, reconheceu que o cardeal ainda é um “bispo em boa posição” - ou seja, uma figura influente na pequena elite da Cúria.
Em resposta à repreensão, segundo o “Washington Post”, “o cardeal Mahony, que tem um mestrado em assistência social, escreveu que nada em sua formação o alertou para os riscos envolvidos no abuso sexual de crianças”. O que levou o jornal a perguntar, em editorial publicado anteontem: “Que tal o senso comum, o respeito à lei e um entendimento básico dos direitos humanos?”
Abusos em 14 mil páginas
Na semana passada, advogados da Igreja tentavam ocultar nomes dos envolvidos nos casos de abuso - de cúmplices do primeiro escalão aos padres que cometeram os assédios. Mas um juiz da Califórnia ordenou que arquivos pessoais fossem revelados - um calhamaço de 14 mil páginas, com diversas citações de como Mahony, para proteger os clérigos, transferia-os para outras paróquias e opôs-se à exposição dos abusadores a terapeutas, que poderiam ser legalmente obrigados a relatar os crimes.
A bronca de Gomez e a determinação judicial ganharam destaque nos meios de comunicação. O “Wahington Post” afirmou que Mahony “tem sorte de não estar preso, pois não há dúvida de que ele orquestrou uma operação para encobrir o abuso sexual de clérigos em Los Angeles”.
O “New York Times” lembrou que entre os cardeais presentes no conclave estará Mahony, “cujas décadas de má gestão em relação aos abusadores sexuais do sacerdócio foram recentemente expostas em tribunal”.
A emissora NBC, por sua vez, destacou que Mahony irá ao Vaticano “apesar dos documentos que revelam sua proteção a padres acusados de abuso sexual”.
- Houve uma cobertura muito extensa dos escândalos de Mahony - ressalta Joshua McElwee, vencedor do prêmio da Associação da Imprensa Católica dos EUA no ano passado. - O cardeal caiu em desgraça, e muitas pessoas acreditam que ele não deveria participar do conclave. E os danos a sua imagem podem ser estendidos a toda a Igreja Católica no país.

http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2013/02/21/ex-sacerdote-boliviano-condenado-por-pedofilia-se-suicida.htm

Ex-sacerdote boliviano condenado por pedofilia se suicida

La Paz, 21 fev (EFE).- O ex-sacerdote boliviano Eduardo Revich, que estava em prisão domiciliar em uma cidade do sul da Bolívia após ser condenado por abuso de menores, suicidou-se nesta quinta-feira, informou a promotora do caso, Norma Olmos.
"Revich se enforcou com uma corda plástica", disse Olmos ao afirmar que o corpo foi descoberto nesta sexta por agentes que foram até sua casa na região de Chuquisaca para entregar a ele a citação para uma nova audiência.

Revich foi condenado em 2011 a 15 anos de prisão na cidade de Sucre, capital da Bolívia, após ser declarado culpado de abuso e corrupção de 18 menores.

O advogado Ariel Coronado, que defendeu as vítimas do caso, disse à rádio "Fides" que um recurso contra a condenação de Revich seria analisado em tribunais superiores, mas ele seria acusado por um novo caso de abuso.

A Igreja Católica da Bolívia suspendeu Revich do exercício do sacerdócio em maio de 2008, após saber das denúncias de abuso que existiam contra ele desde outubro de 2007.

quinta-feira, fevereiro 21

"A maior necessidade de nossos dias é poder do alto." - Charles Finney
"O milagre do avivamento é bem semelhante ao de uma colheita de trigo. Ele desce do céu quando crentes heróicos entram na batalha decididos a vencer ou morrer - e, se for necessário, vencer e morrer. 'O reino dos céus é tomado por esforço, e os que se esforçam se apoderam dele.'" - Charles Finney
(Citações do livro "Por que tarda o pleno avivamento" por Leonard Ravenhill)
Charles Grandison Finney nasceu no dia 29 de agosto de 1792, um ano após o falecimento do John Wesley, na cidade de Warren, no estado de Connecticut, EUA. A sua família não era religiosa, e o jovem Finney foi criado sem nenhuma formação cristã. Aos 26 anos ele começou a trabalhar num escritório de advocacia na cidade de Adams, e freqüentou uma igreja, apesar de achar que as orações daqueles crentes não estavam sendo respondidas.
No dia 10 de outubro de 1821, enquanto ele orava sozinho num matagal, Finney experimentou uma poderosa conversão. Mais tarde no mesmo dia, ele foi batizado no Espírito Santo, numa experiência que ele relatou na sua autobiografia:
Mas assim que me virei para me sentar perto do fogo, um poderoso batismo do Espírito Santo caiu sobre mim inesperadamente. Nada esperava, tudo desconhecia daquilo que se estaria passando comigo. Nunca havia sequer imaginado que tal coisa existisse para mim, nunca me recordo de alguma vez haver ouvido uma pequena coisa sobre tal coisa. Foi de todo uma coisa absolutamente inesperada. O Espírito Santo desceu sobre mim de maneira que mais me parecia trespassar-me e atravessar-me de todos os lados, tanto física como espiritualmente. Mais me parecia uma corrente eletrificada de ondas de amor. Passavam em e por mim, atravessando-me todo. Mais me pareciam ondas e ondas de amor em forma líquida, uma torrente de vida e amor, pois não acho outra maneira de descrever tudo aquilo que se passou comigo. Parecia-me o próprio sopro de vida vindo de Deus. Lembro-me distintamente que me parecia que esse amor soprava sobre mim, como com grandes asas.
Não existem palavras que possam sequer descrever com a preciosidade e com a quantidade de amor que fora derramado em meu coração. Eu chorava de alegria profunda, urrava de amor e alegria! O meu coração muito dificilmente teria como se poder expressar de outra forma. Aquelas ondas sem fim passavam por mim, em mim, através de todo o meu ser. Recordo-me apenas de exclamar em alta voz que pereceria de amor se aquilo continuasse assim por muito mais tempo. Mas mesmo que morresse, não tinha qualquer receio de qualquer morte em mim presente. Quanto tempo permaneci neste estado de coisas, não sei precisar. Mas sei que muito tarde um membro do coro da igreja entrou nos escritórios para me encontrar naquele estado de coisas. Eu era então líder do coro e ele viera falar comigo sobre algo. Ele era um membro da igreja. Entrou e achou-me naquele estado de espírito de choro e lágrimas. Perguntou-me logo se estava bem. "Sr. Finney, o que se passa com o senhor?" Não conseguia responder-lhe uma palavra nesse preciso momento. Perguntou-me se estava com dores ou algo assim. Recolhi todo o meu ser o mais que pude e disse-lhe que não tinha qualquer dor, mas que estava tão feliz que não conseguia viver.
Ele esgueirou-se rapidamente e saiu dali. Voltou com um dos presbíteros da igreja. Ele era um homem de feições muito sérias. Sempre que estava em minha presença, mantinha-se em vigilância absoluta, resguardando-se a ele próprio de mim. Nunca o havia visto rir-se sobre algo. Quando entrou, perguntou-me como me estaria a sentir. Comecei por lhe contar. Mas em vez de me dizer alguma coisa, deu-lhe um ataque de riso tão grande que não tinha como impedir de se rir muito à gargalhada e bem alto do fundo do seu coração!
A notícia da conversão de Finney espalhou-se rapidamente na cidade, e na noite seguinte ele deu seu testemunho na igreja, começando assim um avivamento naquela cidade:
De qualquer modo, todos foram direitos ao local das ditas reuniões de oração. Eu também me dirigi para lá de imediato. O pastor da igreja estava lá, tal como praticamente todas as pessoas da vila. Ninguém parecia com disposição para empreender a abertura da reunião. A casa estava repleta e ninguém mais cabia lá. Não esperei que alguém me convidasse para discursar e comecei desde logo a falar. Comecei por dizer que agora sabia que a religião era vinda de Deus pessoalmente...
Eu nunca havia orado em público. Mas logo o Sr. Gale [o pastor da igreja] tratou de remediar a questão, assim que terminara o seu discurso. Ele chamou-me a orar, o que fiz com grande liberdade de espírito e com largueza e abertura de coração. Aquela noite obtivemos uma reunião improvisada ímpar e bela. E a partir dali, não houve noite sem reunião de oração e isso durante muito tempo depois. A obra de Deus espalhava-se para todos os cantos e direções.
Finney começou reuniões de oração com os jovens da igreja, e todos foram convertidos. Depois ele foi visitar seus pais, e ambos foram tocados poderosamente por Cristo. Finney continuou tendo experiências poderosas e sobrenaturais com Deus, e passou a gastar muito tempo a sós com Ele em oração e jejum. Ele começou a pregar, primeiro nas pequenas cidades e aldeias, e depois nos grandes metrópoles, e muitos foram poderosamente convertidos.
Ele entendeu a necessidade de comunicar o evangelho com simplicidade, usando ilustrações e linguagem apropriadas ao povo. Seu estilo de pregação atraiu muito oposição dos outros ministros:
Antes mesmo de me haver convertido, eu tinha em mim uma tendência distinta desta. Eu aprendia a escrever e falar com linguagem muito ornamentada. Mas quando comecei por pregar o evangelho de Cristo, a minha mente apoderou-se duma certa ansiedade em ser entendido por todos os que me tivessem como ouvir. Era urgente e expediente ser bem entendido. Estudei vigorosamente para encontrar e descobrir meios de persuasão que não fossem nem vulgares nem vulgarizados, mas também os quais fossem bem assimilados e que explanassem todos os meus pensamentos com a maior das simplicidades de linguagem, pois o alvo era ser entendido, salvar e não aceite pela opinião publica. Esta maneira de ser e estar no púlpito era opostamente agressiva à idéia comum entre o meio ministerial e as noções da altura, pois não aceitavam esta nova maneira de empreender e viver as verdades. A respeito das muitas ilustrações das quais fazia uso, muitos me perguntariam: "Porque não ilustra as coisas através dos eventos histórico-sociais duma maneira mais dignificante?" Ao que eu respondia sempre que quando trazia uma ilustração que ocupava as mentes das pessoas, então elas nunca davam nem a devida atenção, nem a importância à verdade que essas ilustrações pretendiam encerar e implantar nos corações e nas vidas pessoais de cada um que me ouvia. Eu não tinha como objectivo que se lembrassem da ilustração nem de mim, mas sim da verdade da ilustração contida em si e em mim.
Numa vila perto da cidade de Antwerp Finney pregou ao povo reunido na escola, e sua pregação foi interrompida por um grande mover do Espírito Santo:
Falei-lhes durante algum tempo, mas quinze minutos depois de estar a falar sobre a sua responsabilidade pessoal diante de Deus, constrangendo-os ao arrependimento, de repente uma seriedade abismal apoderou-se daqueles rostos antes irados, uma solenidade fora do vulgar. Logo de seguida todas as pessoas começaram a cair nos seus joelhos, em todas as direções como que caindo dos seus assentos, clamando por misericórdia a Deus. Caso tivesse uma espada em minha mão, nada de igual havia de conseguir com efeitos parecidos e tão devastadores. Parecia que toda a congregação estava ou de joelhos, ou prostrados com o nariz no chão gritando por misericórdia logo ali. Numa questão de dois minutos toda aquela congregação estaria de joelhos a clamar. Cada um orava por si próprio, aqueles que tinham como falar.
É obvio que tive de parar com a pregação, já que ninguém me prestava mais atenção. Eu olhei e vi aquele velhinho que me endereçou o convite para pregar ali, sentado a meio da sala, olhando à sua volta muito perplexo, muito atônito com tudo aquilo. Levantei a minha voz muito alto, quase gritando, para que me ouvisse e perguntei-lhe se sabia orar. Ele de imediato caiu de joelhos e implorou por aquelas almas em agonia, entre a vida eterna e a morte. A sua voz era forte e todo o seu coração estava sendo derramado diante do Criador do mundo. Ninguém o ouvia, ninguém ali prestava qualquer atenção às suas palavras. Logo comecei a falar com algumas pessoas que clamavam assustadamente a Deus, para que me ouvissem e prestassem atenção. Eu dizia: "Olhem, ainda não estão no inferno! Deixem-me assinalar-vos o caminho para Cristo!" Por alguns instantes eu queria trazer-lhes o evangelho, mas não conseguia a sua atenção sequer. Todo o meu coração palpitava e exultava de tal modo que me controlei com muito custo para não gritar de alegria por toda aquela visão celestial, dando glória a Deus. Assim que tive como controlar meus sentimentos, debrucei-me diante dum jovem que estava ali perto e muito atarefado a orar por ele mesmo. Pus minha mão suavemente em seu ombro, atraindo a sua atenção e pregando-lhe Jesus ao ouvido em sussurro. Assim que captei a flecti a sua atenção para a cruz de Cristo, ele creu, acalmou-se, aquietando-se estranhamente pensativo durante um minuto ou dois, para logo de seguida irromper numa oração dedicada por todos aqueles aflitos, ali mesmo. Fiz o mesmo com um e outro com os mesmos resultados. Depois mais um e mais outro até que chegou a hora em que eu haveria de sair dali para cumprir com um outro compromisso na vila.
A 5 de outubro de 1824, Finney casou-se com Lydia. Ele a deixou para ir buscar seus pertences em Evan Mills, esperando estar de volta em uma semana. No outono anterior, Finney pregara várias vezes em Perch River. Um mensageiro foi procurá-lo, pedindo para pregar mais uma vez em Perch River porque Deus estava dando um reavivamento. Finney prometeu visitá-los na noite de terça-feira. Deus operou tão poderosamente que Finney prometeu outro culto na noite de quarta-feira, depois na de quinta, e outros mais...
O reavivamento estendeu-se até uma grande cidade chamada Brownsville. O povo dali insistiu para que Finney passasse o inverno. No começo da primavera, Finney preparou-se para voltar para a esposa. Ele teve de parar para ferrar o cavalo em Rayville. As pessoas o reconheceram e correram ao seu encontro, insistindo para que pregasse pelo menos uma vez ali. Finney anunciou então uma reunião à uma hora da tarde. Uma multidão se formou ao seu redor. O Espírito Santo veio em poder e eles suplicaram que Finney passasse a noite na cidade. Ele pregou naquela noite e o fogo de reavivamento continuou queimando. Pregou então na manhã seguinte e teve de permanecer mais uma noite, já que Deus estava operando tão profundamente. Finney pediu a um irmão cristão que levasse seu cavalo e trenó à sua esposa e lhe contasse os fatos. Eles estivam separados há seis meses. Finney continuou pregando em Rayville mais algumas semanas e a maioria do povo se converteu.
Wesley L. Duewel - O Fogo do Reavivamento
Até sua morte em 16 de agosto de 1875, aos 82 anos, Finney continuou sendo usado por Deus como um poderoso instrumento de avivamento nos Estados Unidos e na Inglaterra. De 1851 a 1866 ele foi diretor do Oberlin College, onde ele ensinou 20 mil estudantes.
No seu livro 'O Fogo de Reavivamento', Wesley Duewel conta sobre um avivamento que aconteceu numa escola secundária, provavelmente em 1831:
Um cético tinha uma grande escola secundária em Rochester. Inúmeros estudantes foram às reuniões de Finney e ficaram profundamente convencidos de sua necessidade de Criso. Certa manhã depois de as reuniões terem continuados por duas semanas, o diretor encontrou tantos alunos chorando por causa dos seus pecados que mandou buscar Finney para instruí-las. Finney atendeu e o diretor e quase todos os alunos foram convertidos. Mais de quarenta estudantes do sexo masculino e vários do sexo feminino vieram a tornar-se mais tarde ministros e missionários.
E falando sobre este avivamento na cidade de Rochester, Wesley Duewel resuma:
Anos mais tarde, o Dr Henry Ward Beecher, ao comentar esse poderoso reavivamento e seus resultados, declarou: "Essa foi a maior obra de Deus e o maior reavivamento da religião que o mundo já viu em prazo tão curto. Calcula-se que cem mil indivíduos se uniram às igrejas como resultado desse enorme reavivamento." No período entre 1831 e 1835, mais de 200.000 foram convertidos.
De acordo com o promotor de Rochester, o avivamento naquela cidade resultou numa diminuição de dois terços na índice de criminalidade, mesmo com a população da cidade triplicando depois do avivamento.
Finney foi instrumental no grande avivamento de 1857 a 1858 dos 'grupos de oração', que espalhou-se por dez mil cidades e municípios, resultando na conversão de pelo menos um milhão de pessoas. Somente entre janeiro e abril de 1858, cem mil pessoas foram salvas nestas reuniões de oração ao meio-dia.
Observação: Temos sermões do Finney em nossa comunidade online.

Pr Paul David Cull
www.avivamentoja.com

COMO SURGIU O MOVIMENTO PENTECOSTAL -RUA AZUSA (SÍNTESE HISTÓRICA) 

http://www.avivamentoja.com/download/A_Historia_do_Avivamento_Azusa.pdf

 


William J. Seymour

Muitas igrejas têm orado para um Pentecoste, e o Pentecoste veio. A pergunta agora é, será que o elas aceitarão? Deus respondeu de uma forma que elas não procuraram. Ele veio de uma forma humilde, como no passado, nascido em uma manjedoura.

Agora só uma palavra relativa ao irmão Seymour, que é o líder do movimento debaixo de Deus. Ele é o homem mais manso que eu já encontrei. Ele caminha e conversa com Deus. O poder dele está na sua fraqueza. Ele parece manter uma dependência desamparada em Deus e é tão simples como uma pequena criança, e ao mesmo tempo ele está tão cheio de Deus que você sente o amor e o poder toda vez que você chegar perto dele.
O avivamento da Rua Azusa, na cidade de Los Angeles - EUA, tem marcado profundamente o Cristianismo dos últimos cem anos. Hoje, dos 660 milhões de cristãos protestantes e evangélicos no mundo, 600 milhões pertençam a igrejas que foram diretamente influenciadas pelo avivamento da Rua Azusa (Pentecostais, Carismáticos, Terceira-Onda etc).
O início do avivamento começou com o ministério do Charles Fox Parham. Em 1898 Parham abriu um ministério, incluindo uma escola Bíblica, na cidade de Topeka, Kansas. Depois de estudar o livro de Atos, os alunos da escola começaram buscar o batismo no Espírito Santo, e, no dia 1° de janeiro de 1901, uma aluna, Agnes Ozman, recebeu o batismo, com a manifestação do dom de falar em línguas estranhas. Nos dias seguintes, outros alunos, e o próprio Parham, também receberam a experiência e falaram em línguas.
Nesta época, as igrejas Holiness ("Santidade"), descendentes da Igreja Metodista, ensinaram que o batismo no Espírito Santo, a chamada "segunda benção", signficava uma santificação, e não uma experiência de capacitação de poder sobrenatural. Os dons do Espírito Santo, tais como falar em línguas estranhas, não fizeram parte da sua teologia do batismo no Espírito. A mensagem do Parham, porém, foi que o batismo no Espírito Santo deve ser acompanhado com o sinal miraculoso de falar em línguas.
Parham, com seu pequeno grupo de alunos e obreiros, começou pregar sobre o batismo no Espírito Santo, e também iniciou um jornal chamado "The Apostolic Faith" (A Fé Apostólica). Em Janeiro de 1906 ele abriu uma outra escola Bíblica na cidade de Houstan, Texas.
Um dos alunos esta escola foi o William Seymour. Nascido em 1870, filho de ex-escravos, Seymour estava pastoreando uma pequena igreja Holiness na cidade, e já estava orando cinco horas por dia para poder receber a plentitude do Espírito Santo na sua vida.
Seymour enfrentou as leis de segregação racial da época para poder frequentar a escola. Ele não foi autorizado ficar na sala de aula com os alunos brancos, sendo obrigado a assistir as aulas do corridor. Seymour também não pude orar nem receber oração com os outros alunos, e consequentamente, não recebeu o batismo no Espírito Santo na escola, mesmo concordando com a mensagem.
Uma pequena congregação Holiness da cidade de Los Angeles ouviu sobre Seymour e o chamou para ministrar na sua igreja. Mas quando ele chegou e pregou sobre o batismo no Espírito Santo e o dom de línguas, Seymour logo foi excluído daquela congregação.

Sozinho na cidade de Los Angeles, sem sustento financeiro nem a passagem para poder voltar para Houston, Seymour foi hospedado por Edward Lee, um membro daquela igreja, e mais tarde, por Richard Asbery. Seymour ficou em oração, aumentando seu tempo diário de oração para sete horas por dia, pedindo que Deus o desse "aquilo que Parham pregou, o verdadeiro Espírito Santo e fogo, com línguas e o amor e o poder de Deus, como os apóstolos tiveram."
Uma reunião de oração começou na casa da família Asbery, na Rua Bonnie Brae, número 214. O grupo levantou uma oferta para poder trazer Lucy Farrow, amiga de Seymour que já tinha recebdo o batismo no Espírito Santo, da cidade de Houston. Quando ela chegou, Farrow orou para Edward Lee, que caiu no chão e começou falar em línguas estranhas.
Naquela mesma noite, 9 de abril de 1906, o poder do Espírito Santo caiu na reunião de oração na Rua Bonnie Brae, e a maioria das pessoas presentes começaram falar em línguas. Jennie Moore, que mais tarde se casou com William Seymour, começou cantar e tocar o piano, apesar de nunca tiver aprendido a tocar.
A partir dessa noite, a casa na Rua Bonnie ficou lotado com pessoas buscando o batismo no Espírito Santo. Dentro de poucos dias, o próprio Seymour também recebeu o batismo e o dom de línguas.
Uma testemunha das reuniões na Rua Bonnie Brae disse:

Eles gritaram durante três dias e três noites. Era Páscoa. As pessoas vieram de todosos lugares. No dia seguinte foi impossível chegar perto da casa. Quando as pessoas entraram, elas cairam debaixo do poder de Deus; e a cidade inteira foi tocada. Eles gritaram lá até as fundações da casa cederam, mas ninguém foi ferido. Durante esses três dias havia muitas pessoas que receberam o batismo. Os doentes foram curados e os pecadores foram salvos assim que eles entraram.

Sabendo que a casa na Rua Bonnie Brase estava ficando pequena demais para as multidões, Seymour e os outros procuravam um lugar para se reunir. Eles acharam um prédio, na Rua Azusa, número 312, que tinha sido uma igreja Metodista Episcopal mas, depois de ser danificado num incêndio, foi utilizado como estábulo e depósito. Depois de tirar os escombros, e construir um púlpito de duas caixas de madeira e bancos de tábuas, o primeiro culto foi realizado na Rua Azusa no dia 14 de abril de 1906.





PRÉDIO DA RUA AZUSA Nº312
Muitos cristãos na cidade de Los Angeles e cidades vizinhas já estavam esperando por um avivamento. Frank Bartleman e outros estiveram pregando e intercedendo por um avivamento como aquilo que Deus estava derramando sobre o país de Gales.
Num folheto escrito em novembro de 1905, Barteman escreveu:
A correnteza do avivamento está passando pela nossa porta... O espírito de avivamento está chegando, dirigido pelo sopro de Deus, o Espírito Santo. As nuvens estão se juntando rapidamente, carregadas com uma poderosa chuva, cuja precipitação demorará apenas um pouco mais.
Heróis se levantarão da poeira da obscuridade e das circunstâncias desprezadas, cujos nomes serão escritos nas páginas eternas da fama Celestial. O Espírito está pairando novamente sobre a nossa terra, como no amanhecer da criação, e o decreto de Deus saía: "Haja luz"...
Mais uma vez o vento do avivamento está soprando ao redor do mundo. Quem está disposto a pagar o preço e responder ao chamado para que, em nosso tempo, nós possamos viver dias de visitação Divina?
O pastor da Primeira Igreja Batista, Joseph Smale, visitou o avivamento em Gales, e reuniões de avivamento continuavam para alguns meses na sua igreja, até que ele foi demitido pela liderança. Bartleman escreveu e recebeu cartas de Evan Roberts, o líder do avivamento de Gales. Mas o avivamento começou com o pequeno grupo de oração dirigido por Seymour. Depois de visitar a reunião na Rua Bonnie Brae, Bartleman escreveu:
Havia um espírito geral de humildade manifesto na reunião. Eles estavam apaixandos por Deus. Evidentemente o Senhor tinha achado a pequena companhia, ao lado de fora como sempre, através de quem Ele poderia operar. Não havia uma missão no país onde isso poderia ser feito. Todas estavam nas mãos de homens. O Espírito não pôde operar. Outros mais pretensiosos tinham falhados. Aquilo que é estimado por homem foi passado mais uma vez e o Espírito nasceu novamente num "estábulo" humilde, por fora dos estabelecimentos eclesiásticos como sempre.
Interesse nas reuniões na Rua Azusa aumentou depois do terrível terremoto do dia 18 de abril, que destruiu a cidade vizinha de San Francisco. Duras críticas das reuniões nos jornais da cidade também ajudavam a espalhar a noticia do avivamento.
Como no avivamento de Gales, as reuniões não foram dirigidas de acordo com uma programação, mas foram compostos de orações, testemunhos e cânticos espontâneos. No jornal da missão, também chamado "The Apostolic Faith", temos a seguinte descrição dos cultos:
"As reuniões foram transferidas para a Rua Azusa, e desde então as multidões estão vindo. As reuniões começam por volta das 10 horas da manhã, e mal conseguem terminar antes das 20 ou 22 horas, e às vezes vão até às 2 ou 3 horas da madrugada, porque muitos estão buscando e outros estão caídos no poder de Deus. As pessoas estão buscando no altar três vezes por dia, e fileiras e mais fileiras de cadeiras precisam ser esvaziadas e ocupadas com os que estão buscando. Não podemos dizer quantas pessoas têm sido salvas, e santificadas, e batizadas com o Espírito Santo, e curadas de todos os tipos de enfermidade. Muitos estão falando em novas línguas e alguns estão indo para campos missionários com o dom de línguas. Estamos buscando mais do poder de Deus."
Frank Bartleman também escreveu sobre os cultos na Rua Azusa:
O irmão Seymour normalmente se sentou atrás de duas caixas de sapato vazias, uma em cima da outra. Ele acostumava manter sua cabeça dentro da caixa de cima durante a reunião, em oração. Não havia nenhum orgulho lá. Os cultos continuavam quase sem parar. Almas sedentas poderiam ser encontradas debaixo do poder quase qualquer hora, da noite ou do dia. O lugar nunca estava fechado nem vazio. As pessoas vieram para conhecer Deus. Ele sempre estava lá. Conseqüentemente, foi uma reunião contínua. A reunião não dependeu do líder humano. Naquele velho prédio, com suas vigas baixas e chão de barro, Deus despedaçou homens e mulheres fortes, e os juntou novamente, para a Sua glória. Era um processo tremendo de revisão. O orgulho e a auto-asserção, o ego e a auto-estima, não podiam sobreviver lá. O ego religioso pregou seu próprio sermão funerário rapidamente.
Nenhum assunto ou sermão foi anunciado de antemão, e não houve nenhum pregador especial por tal hora. Ninguém soube o que poderia acontecer, o que Deus faria. Tudo foi espontâneo, ordenado pelo Espírito. Nós quisemos ouvir de Deus, através de qualquer um que Ele poderia usar para falar. Nós tivemos nenhum "respeito das pessoas." O rico e educado foi igual ao pobre e ignorante, e encontrou uma morte muito mais difícil para morrer. Nós reconhecemos somente a Deus. Todos foram iguais. Nenhuma carne poderia se gloriar na presença dEle. Ele não pôde usar o opiniático. Essas foram reuniões do Espírito Santo, conduzidas por Deus. Teve que começar num ambiente pobre, para manter o elemento egoísta, humano, ao lado de fora. Todos entraram juntos em humildade, aos pés dEle.
Notícias sobre as reuniões na Rua Azusa começaram a se espalhar, e multidões vierem para poder experimentar aquilo que estava acontecendo. Além daqueles que vierem dos Estados Unidos e da Canadá, missionários em outros países ouvirem sobre o avivamento e visitavam a humilde missão. A mensagem, e a experiência, "Pentecostal" foi levada para as nações. Novas missões e igrejas Pentecostais foram estabelecidas, e algumas denominações Holiness se tornaram igrejas Pentecostais. Em apenas dois anos, o movimento foi estabelecido em 50 nações e em todas as cidades nos Estados Unidos com mais de três mil habitantes.
A influência da missão da Rua Azusa começou a diminuir à medida que outras missões e igrejas abraçaram a mensagem e a experiência do batismo do Espírito Santo. Uma visita de Charles Parham à missão, em outubro de 1906, resultou em divisão e o estabelecimento de uma missão rival. Parham não se conformava com a integração racial do movimento, e criticou as manifestações que ele viu nas reuniões.
Em setembro de 1906 a Missão da Rua Azusa lançou o jornal "The Apostolic Faith", que foi muito usado para espalhar a mensagem Pentecostal, e continuou até maio de 1908, quando a mala direta do jornal foi indevidamente transferida para a cidade de Portland, assim efetivamente isolando a missão de seus mantenedores.
O avivamento da Rua Azusa durou apenas três anos, mas foi instrumental na criação do movimento Pentecostal, que é o maior segmento da igreja evangélica hoje. William H. Durham recebeu seu batismo no Espírito Santo em Azusa, formando missionários na sua igreja em Chicago, como E. N. Bell (fundador da Assembleia de Deus dos EUA), Daniel Burg (fundador da Assembleia de Deus no Brasil) e Luigi Francescon (fundador da Congregação Cristã no Brasil.

FONTE: 
http://assembleianosdecoracaopioxii.blogspot.com/2009/11/como-surgiu-o-movimento-pentecostal-rua.html
Anterior: Biografia do Saudoso Pastor Paulo Leivas Macalão
Próximo CENTENÁRIO DAS ASSEMBLÉIAS DE DEUS NO BRASIL

segunda-feira, fevereiro 18

ANTES DA VOLTA DE JESUS








  Meteoro com 10 a 40 toneladas fez 1200 feridos na Rússia

Há danos materiais em seis cidades, segundo o Ministério do Interior. Vários meteoritos foram encontrados em terra. Não há relação com o asteróide que passa nesta sexta-feira perto da Terra.








Pelo menos 1200 pessoas ficaram feridas depois de um meteoro de 10 a 40 toneladas se ter desintegrado na atmosfera, sobre a Rússia, despejando meteoritos na região de Cheliabinsk, a leste dos montes Urais.
Os habitantes de Cheliabinsk foram surpreendidos, cerca das 9h30 (3h30 em Lisboa), por um rasto incandescente a cruzar o céu, seguido de um intenso clarão. Uma grande explosão ouviu-se depois, partindo vidros, danificando coberturas e fazendo disparar os alarmes dos automóveis. Muitos dos feridos foram atingidos por estilhaços dos vidros.
A zona mais afectada fica perto da cidade de Cheliabinsk, a cerca de 1500 km de Moscovo. O estado de emergência foi declarado em três distritos da região - Krasnoarmeisky, Korkinsky e Uvelsky. Entre os feridos contavam-se, segundo a agência Itar-Tass, mais de 200 crianças.
Num balanço apresentado ao princípio da noite, hora local, contavam-se 170 mil metros quadrados de vidros partidos, 2962 edifícios de apartamentos e 361 escolas danificadas. A principal prioridade do Governo era a de acalmar a população e reinstalar os vidros no menor espaço de tempo possível, dada as temperaturas polares que se sentem naquela região nesta altura.

Uma fonte do Ministério do Interior russo citada pela AFP refere estragos materiais em seis cidades. A agência RIA Novosti diz que foram atingidas três regiões da Rússia e do vizinho Cazaquistão.
"Informações verificadas indicam que foi um meteoro que se incendiou quando se aproximou de Terra e se desintegrou em pequenas partes", disse Elena Smirnykh, do Ministério das Situações de  Emergência, citada pela RIA Novosti. Segundo a agência espacial russa, Roscomos, deslocava-se à velocidade de 30 quilómetros por segundo.
Vários meteoritos terão atingido o solo.“Houve dezenas de fragmentos consideravelmente grandes, alguns dos quais chegaram ao solo”, disse o ministro russo das Situações de Emergência, Vladimir Puchkov, citado pelo agência. “Equipas especiais de cientistas estão no local a estudar estes fragmentos.”
Imagens mostram um círculo geometricamente talhado por um destes fragmentos que caiu sobre um lago congelado próximo da cidade de Chebakul.
A Roscomos informou que é difícil prever este tipo de ocorrência. "Segundo a informação disponível, o objecto não foi registado pelos sistemas de observação espacial russo ou estrangeiros devido às características especiais da sua movimentação. A entrada destes objectos na atmosfera é acidental e difícil de prever."
O Governo diz que não há danos nas unidades militares existentes na região. Os prejuízos materiais terão sido provocados sobretudo pelas ondas de choque de uma explosão, audível em vários vídeos que captaram a ocorrência.
Testemunhas na cidade de Cheliabinsk ouvidas pela Reuters dizem ter visto, às primeiras horas da manhã, objectos brilhantes a caírem do céu. Ouviram estrondos, sentiram edifícios a abanar e os alarmes de carros dispararam na mesma altura. "Definitivamente não foi um avião [em queda]", disse um responsável da protecção civil, ouvido pela agência Reuters, pouco depois da ocorrência.
No Youtube há diversos vídeos filmados a partir de carros em movimento que mostram claramente a passagem do meteoro, como um objecto muito luminoso, a grande velocidade, e que provoca um grande clarão, deixando um rasto de fumo à passagem. Num dos vídeos vê-se ainda o que parece ser a desintegração do meteoro em partículas mais pequenas.
Não há qualquer relação deste episódio com a passagem do asteróide DA14, que se aproxima nesta sexta-feira da Terra e poderá ser visto com binóculos. “Não há ligação com isso”, diz Rui Agostinho, director do Observatório Astronómico de Lisboa. O mais provável é que o meteoro russo venha da cintura de asteróides localizada entre Marte e Júpiter, que é a origem da esmagadora maioria de corpos celestes que chegam à Terra.
Filipe Pires, do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto (CAUP), concorda que este fenómeno não estará relacionado com o asteróide DA14. “É uma coincidência”, acredita, confirmando que ainda assim estamos perante algo que é muito raro.
Uma "estrela cadente" mas mais perto
Filipe Pires, ouvido pelo PÚBLICO de manhã, suspeitava que se tratasse de um meteoro com cerca de um metro, que causou uma onda de choque quando entrou na atmosfera e se desfez. O que se terá passado na Rússia, simplifica Filipe Pires, é o resultado do que normalmente chamamos “estrela cadente” mas maior e mais perto.
Quando penetrou na parte mais densa da atmosfera, desfez-se e provocou as várias ondas de choque que vemos nas imagens de vídeo amador que estão a ser mostradas na Internet.
Filipe Pires ajuda-nos a ter uma imagem aproximada do que aconteceu: “É como o que acontece quando damos um mergulho na água, provocamos aquelas ondas. A água, neste caso, é a atmosfera. Mas não tocámos o fundo da piscina, que seria a Terra.”
Mais tarde, a Academia Russa de Ciências estimou que se tratasse de um objecto bem maior, com cerca de 10 toneladas de peso quando entrou na atmosfera. A astrónoma Margaret Campbell-Brown, da Universidade de Western Ontario, no Canadá, reviu em alta esta estimativa, dizendo à revista Nature que o corpo celeste teria 15 metros de diâmetro e 40 toneladas.
Na interpretação de Rui Agostinho, do Observatório Astronómico de Lisboa, a explosão que se ouve claramente em diversos vídeos corresponde à passagem do meteoro pela barreira do som, e não ao intenso clarão que se vê nas imagens. Um meteoro, explica o investigador, entra na atmosfera a uma velocidade hipersónica – de milhares de metros por segundo – e vai travando até chegar ao limite da velocidade do som (340 metros por segundo). “Neste momento, ocorre uma explosão sónica”, afirma. “É o contrário dos aviões.”
Pelas imagens, Rui Agostinho acredita que o meteoro ter-se-á dividido em vários fragmentos. Só quando se encontram fragmentos no solo é que se fala em "meteoritos".
Um blogger russo, Ilya Varlamov, reuniu no blogue alojado na plataforma Livejournal (a mais popular na Rússia), um conjunto de vídeos, imagens e testemunhos publicados online (disponível aqui, em língua russa). Algumas das imagens testemunham a destruição provocada pelas ondas de choque. Em alguns vídeos é bem audível o que parece ser uma explosão seguida de vidros a partirem-se. Outro vídeo mostra o medo de estudantes que se encontravam numa escola.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

FIQUE POR DENTRO