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domingo, janeiro 29

CAMPANHA : "SOU FELIZ"

Sou Feliz

CRISTO - NOSSA META POR EXCELÊNCIA

Todos os que competem nos jogos se submetem a um treinamento rigoroso, para obter uma coroa que logo perece; mas nós o fazemos para ganhar uma coroa que dura para sempre.
Sendo assim, não corro como quem corre sem alvo, e não luto como quem esmurra o ar. 
1 Coríntios 9:25-26

REGRESSAR SEMPRE...

Cristão é aquele que não se sente derrotado quando cai; cristão não fica prostrado numa batalha; não se envergonha de dizer que é um pecador. O cristão não foge da presença de Deus, ele sempre regressa, mesmo que seja 70X7 vezes.  No mesmo dia...



quarta-feira, janeiro 25

HERÓIS DO SÉCULO VINTE


MARY SLESSOR

É madrugada. A alguns quilômetros da orla marítima, uma mulher e seis crianças negras caminham para a margem de um rio. Chove. Homens e mulheres africanos perguntam:
- Por que nos abandonas, mãe?
Mary Slessor pára junto à canoa, volta-se, contempla aqueles semblantes  e fala docemente:
- Não fiquem tristes. Sei que vou para o meio de um povo feroz, mas eles também precisam ouvir falar de Jesus. Alegrem-se. Eu voltarei. Mas se não voltar, nós nos encontraremos nas margens do Grande Rio, diante do Grande Pai. E ali seremos todos de uma só cor, alvos como o marfim.
Em companhia das seis crianças, Mary entra na canoa, e parte, sob o olhar silencioso da tribo de Creek Town.
Mary Slessor nasceu na Escócia, em 1848. Era loura, de cabelos lisos e olhos azuis. Aos onze anos de idade foi obrigada a trabalhar na tecelagem para ajudar financeiramente sua mãe, pois seu pai, alcoólatra inveterado, após a morte de Roberto, o filho mais velho, abandonou a senhora Slessor e os quatro filhos restantes. Aos 14 anos Mary já era considerada uma hábil tecelã. Não sabia ela que futuramente Cristo a incumbiria de tecer as vestes brancas da salvação no coração dos negros africanos.
Sua mãe era evangélica, membro da igreja de Aberdenn, e costumava contar aos filhos alguns incidentes da Missão Africana, viasando despertar-lhes o interesse pela obra missionária. Atentos, eles ouviam a senhora Slessor falar-lhes de um rei africano e dos seus chefes de cor; das terras e das boas-vindas que costumavam oferecer aos missionários enviados; dos pretos de Calabar; de como Hope Waddell fora morar corajosamente no meio dos pântanos, e ali brilhar como uma luz, pregando aos selvagens o Evangelho de Cristo, e o quanto a Missão necessitava de obreiros e de manutenção.
Às cinco da manhã, Mary se levantava e ia para a fábrica, onde permanecia até às dezoito horas. Levava sempre a Bíblia consigo, lendo-a no caminho, quando ia e quando voltava, e durante os intervalos do seu trabalho. Nessa época tornara-se membro da igreja de Wishart. Ali, pouco tempo depois, começou a dirigir uma classe bíblica para meninos rebeldes. Para atrair aqueles que se recusavam terminantemente a frequentar a classe, ela promovia reuniões ao ar livre. Certa vez um grupo de rapazes perversos resolveu acabar com uma dessas reuniões. O líder do grupo aproximou-se de Mary, sob o olhar dos demais, inclusive das crianças, e começou a girar uma corrente em cuja ponta estava presa uma bola de ferro. E a girava velozmente, avizinhando-a da cabeça de Mary, mas esta, encarando-o firmemente, não denunciava nenhum sinal de medo. "Ela tem coragem" disse o rapaz, desistindo e abaixando o braço com que segurava a corrente. Em seguida sentaram-se todos, e juntamente com as crianças assistiram à reunião. Esse incidente contribuiu para mudar a vida daqueles moços, salientando também a coragem daquela que, não temendo lidar com garotos rebeldes nem enfrentar rapazes insubordinados, desafiaria, em plena selva, a agressividade e as lanças dos negros africanos.
A missão de Calabar, na África Ocidental, tinha sido fundada no ano de 1846. Kurumã estava sendo evangelizado por Robertt Moffat, enquanto David Livingstone, "o fogo das mil aldeias", abria caminho através de todo o restante do Continente. O sonho da senhora Slessor era que Roberto, seu filho mais velho, fosse à África auxiliar o trabalho desses missionários. Mas a morte prematura do rapaz fê-la pensar que nunca teria um filho missionário.
Quando, em 1874, Mary Slessor completou 26 anos, foi pedida em casamento. Mas neste mesmo ano o Império Britânico foi abalado com a notícia da morte de David Livingstone. Fizeram então apelo a voluntários para o continente africano, e Mary, decidindo entre a obra missionária e o casamento, optou pelo primeiro e ofereceu-se como missionária para Calabar. Nessa época, ela era aluna da Escola Normal de Edimburgo, e a coragem em seguir para um lugar conhecido como "sepultura dos brancos" deixou forte impressão em todos. Em agosto de 1876, no cais de Liverpool, Mary embarcava em um navio que a levaria a um continente que em nada se assemelhava à sua bela Escócia. Tornava-se então realidade o sonho da senhora Slessor.
Pelas areias brancas de Cabo Verde, pelo Desembocadouro dos Escravos, pela Costa do Marfim e pela Costa do Ouro, a bordo do navio "Etiópia", dois olhos azuis deslizavam sua curiosidade pela misteriosa paisagem que delineia a navegação costeira. Mary Slessor, recebendo brandamente no rosto a aragem fresca das praias africanas, contemplava interessadamente aquelas florestas que se erguiam, hostis e impenetráveis, margeando toda a costa. Chegando a Calabar, desembarcou e foi conduzida a Duke Town, uma vila litorânea onde residiam alguns missionários. Ali ela viveu durante quatro anos, ajudando nos cultos e estudando a língua local e alguns dialetos nativos.
Era madrugada ainda quando Mary se levantava para tocar o sino, convocando os crentes à oração. O seu espírito, entretanto, ansiava por um trabalho de maior alcance, a liberdade pioneira, o desbrava-mento daquele solo enegrecido pelo pecado. Muitas vezes ela caminhava para a mata fechada e contemplava demoradamente as árvores que se erguiam ao longe, indecifráveis, sumindo no horizonte além. Era ali que se travavam, entre tribos que praticavam a feitiçaria e o canibalismo, os choques mais horrendos e cruéis já contemplados pela natureza humana. E era ali que ela deveria estar, entre eles, modificando-lhes as práticas da ignorância e falando-lhes do amor de Jesus.
Foi de um vilarejo chamado Old Town (Cidade Velha) que lhe veio o primeiro convite para ir evangelizar e morar entre os negros. Ela aceitou, agradecendo a Deus. Agora poderia expandir plenamente a sua vocação missionária. Seguiu para lá acompanhada de um guia e alguns carregadores. Quando a vereda por onde caminhavam se dividiu em duas, eles se depararam com um crânio humano enfiado em uma estaca. Ali estava designada a entrada da Cidade Velha.
Durante mais de dois anos, Mary Slessor viveu naquele povoado como a única mulher branca entre negros, alegre por estar no meio deles, comendo na mesma mesa e falando-lhes da obra salvadora de Jesus. As paredes de sua casa eram de taipa e o teto de palha, e havia sempre várias crianças dormindo ali - órfãos e desprezados que Mary abrigava. Pensando nestas e nas outras crianças, fundou uma escola onde lhes ensinava não só o idioma deles, mas também a darem os primeiros passos nos caminhos eternos. Aos domingos pela manhã, dois meninos carregando um sino em um pau de bambu, percorriam toda a vila até o local da reunião, trazendo atrás de si um número sempre crescente de negros curiosos que se achegavam para ouvir a "Mãe Branca". E quando a noite se declinava sobre o povoado, recebia sempre em sua fronte escura a claridade do cântico daqueles nativos que cultuavam a Deus à luz das tochas vermelhas.
Certa vez uma canoa pintada de vivas cores e conduzida por quatro negros de pele oleosa e rostos pintados de vermelho aproximou-se das margens do rio que banhava o vilarejo. Era a canoa do rei Ocon, chefe da tribo Ibaca, que a enviara juntamente com o convite para que Mary fosse morar em sua tribo. Ela aceitou. Esta seria uma grande oportunidade de evangelizar um povo que desconhecia Cristo. Logo, toda a Cidade Velha ficou alvoroçada e entristecida. Mas às três horas da madrugada, despedindo-se de todos, Mary era conduzida rio acima, sob a cobertura de uma esteira improvisada para protegê-la da chuva e da água levantada pelos remos. Por um longo espaço de tempo aqueles homens remaram, e quando a madrugada enrubescia as primeiras horas do dia, sob o latido de cães e o cantar dos galos, chegaram a Ibaca.
Deram-lhe uma casa semelhante à outra onde morava anteriormente. Multidões vieram das vilas vizinhas para ver sua pele branca. Pela manhã e à noite realizava cultos; durante o dia dava remédios aos doentes, fazia curativos em suas feridas ou lhes aconselhava o que deviam fazer. Homens, ao natural ferozes e barulhentos, ficavam em completo silêncio ao verem Mary aproximar-se para lhes contar histórias. Ali, ela falou o Evangelho de Cristo a todos os que se achegaram para vê-la.
Pelos fins de 1882, um tufão passou com extrema rapidez sobre a vila e derrubou a casa de Mary. Ela foi levada a Duke Town, mas o seu estado de saúde se agravou, fazendo-se necessária a sua volta à Escócia. Depois de três anos, recuperada e novamente pronta para enfrentar as dificuldades, voltou à África, desta vez dirigindo-se para a tribo de Creek Town. Viveu durante seis meses nesse povoado, até quando soube que o rei Eio, chefe da tribo Koiong, praticante da magia negra, a convidara para evangelizar sua tribo. Todos se opuseram à sua ida, alegando que aquela tribo não merecia confiança e que o convite era uma cilada. Mas ela não se impressionou, e, acompanhada de seis crianças e alguns carregadores, embarcou na canoa enviada pelo rei.
Quando alcançaram a desembocadura de Equenque, a canoa foi abandonada, e, sob uma pesada chuva e o choro das crianças, iniciaram a jornada a pé, através de mais de uma légua de mata fechada. Sentindo no corpo as roupas encharcarem-se e os pés atolarem-se na lama, Mary avançava cantando trechos de hinos, a fim de encorajar as crianças. Mas em certos momentos era tão grande o seu cansaço que ela só conseguia pronunciar: "Pai, tem misericórda de mim!" Chegaram finalmente à tribo. Reinava ali um silêncio profundo. Mary gritou e dois escravos apareceram. Um deles acendeu o fogo e trouxe-lhe água, enquanto o outro correu com a notícia de que a "Mãe Branca" era chegada.
É noite. Em uma área larga, no centro da tribo, há uma multidão de negros sentados, formando um grande círculo. As casas, distribuídas de modo a formar uma larga circunferência, erguem-se em volta dos ombros escuros. No centro da reunião há uma mesa coberta com uma toalha branca, e, em cima desta, acha-se aberta uma Bíblia. Quatro tochas presas a estacas se erguem de um lado e do outro da mesa. As chamas brilham nos rostos atentos. Junto à mesa há vários chefes sentados. E de pé, com os cabelos adquirindo tonalidade de ouro sob a vermelhidão das tochas, Mary Slessor prega ao maior ajuntamento de tribos negras já conseguido de uma só vez. O olhar azul contempla a multidão silenciosa e atenta. "Para alumiar os que estão no assento das trevas e na sombra da morte, para corrigir os nossos pés no caminho da paz" (Lucas 1.79), é o trecho lido naquela noite pelos lábios que ainda se abririam inúmeras vezes para pregar a Palavra da Vida.
Mary Slessor viveu ainda muitos anos entre as tribos africanas. Através de sua voz, milhares de africanos tomaram conhecimento de Jesus Cristo e milhares o aceitaram como o Salvador. Ela foi, depois de David Livingstone, a missionária que mais conduziu africanos aos alvos caminhos da salvação. Em janeiro de 1915, cansada e ainda em plena África, ela foi ao encontro dAquele que, na grandiosidade do seu sacrifício, foi erguido no madeiro para constituir-se na esperança de todos os povos.
fonte: Jefferson Magno Costa - Blog Sublime Leitura




UMA DEFENSORA PERSISTENTE

Uma senhora estava sentada no quintal da casa do Chefe de umas

das tribos no Oeste da África, e esperava pacientemente. O filho mais

105Ilustrações Bíblicas - Cortesia www.universidadedabiblia.com

velho do chefe desta tribo havia perecido num incêndio numa

floresta densa na vizinhança. O feiticeiro dissera que uma vila vizinha

era culpada da morte deste moço, e por isso fora invadida, sendo feitas

prisioneiras doze pessoas. Todos eles, acorrentados, esperavam no

quintal do chefe a hora de sua prova por meio de veneno. Raramente

escapava alguém por este processo, e isto, somente quando havia engano.

Os selvagens, numa terrível orgia, se embriagavam dançando noite

após noite, enquanto a mulher branca vigiava com paciência, sem medo

algum, evitando que alguém viesse clandestinamente fazer mal aos

presos indefesos. Ela sabia perfeitamente que eles nada fariam aos

pobres prisioneiras enquanto ela estivesse presente. Se pudesse salvar a

vida deles, seria a primeira vez que uma pessoa de destaque seria

enterrada sem a honra da vingança por meio de sacrifícios humanos. O

irmão missionário insistia em libertar os pobres presas, porém ela não o

permitia, conhecendo a sabedoria da paciência. Deixava o irmão guardar

durante o dia, mas à noite era ela que ficava vigiando. Sobreviveria a sua

paciência em meio à fúria inexorável dos selvagens contra as suas vítimas?

Muitos dias depois, o chefe, pai do rapaz que morrera no incêndio

ajoelhou-se, e agradeceu à fiel mulher o seu maravilhoso amor e a

coragem e persistência. Pela primeira vez morreu, e foi enterrado o filho

de um chefe ou rei, sem o sacrifício humano. "Estamos todos enfadados

dos costumes antigos", disse o triste pai, "mas nenhuma pessoa sozinha

entre nós tem a coragem de mudá-los". Assim a fé corajosa de Maria

Slessor fez raiar uma vitória nas negras trevas daqueles selvagens do

Oeste da África.

terça-feira, janeiro 24


Conheça a surpreendente Albânia,

 a última fronteira da Europa


Imagine um lugar com quilômetros e quilômetros 
de praias desertas de um azul turquesa de tirar 
o fôlego, em cidades bucólicas que ficaram 
sem acesso aos avanços do mundo moderno
 durante décadas, sob um regime Maoísta
 liderado por um Ditador carismático...
















Agora imagine que este 
paraíso não é um ilha do Caribe,
 e sim um pequeno país europeu:  
Seja bem-vindo à ALBÂNIA.

Encravado entre a Grécia , os países da antiga Iugoslávia e 
o Mar Adriático, tem as belezas das praias gregas e
 italianas, as belas montanhas dos Balcãs e
 um jeito de ser com forte influência turca.


















Com um idioma próprio falado por apenas 5 milhões de pessoas,
 uma economia que tenta adaptar-se ao capitalismo
 após décadas de isolamento devido á política Maoísta/Comunista 
de seu Ditador Even Hoxha, a Albânia é um país surpreendente.

Sua bela capital Tirana tem uma população de 340.000 
pessoas, surpreende pela beleza de seus arredores
 e o colorido de seus prédios, bizarramente decorados, 
que dão um toque pitoresco a esta cidade que parece 
que parou em algum momento dos anos 40, mas que
 agora começa a se modernizar, graças ao turismo
 e investimentos estrangeiros.

Seus Prédios coloridos...




















Suas Praias Paradisíacas





































Sua Linda Capital Tirana:





















Este país tão bonito, que
 durante a ditadura maoísta declarou-se a "primeira república 
ateísta do mundo", teve durante décadas sua economia 
totalmente controlada pelo Estado, sem direito à propriedade
 privada nem informações do exterior. Após a morte de Hoxha 
este "muro invisível" caiu, e nos primeiros anos pós-comunismo
 o país quase foi levado à Guerra Civil por oportunistas, que 
aproveitando-se do desconhecimento popular, criaram um 
gigantesco esquema de "Pirâmides Financeiras", que contaram 
com a adesão de mais de 2/3 da população e 50% de seu PIB. 

Quando o sistema de pirâmides
 "ruiu" em 1996, levando à bancarrota 
milhões de pessoas que inocentemente
 investiram todas as suas economias, 
o país entrou em um processo de 
anarquia que durou anos para se 
reverter. Recentemente um dos 
idealizadores do "esquema"
 foi preso no Uruguai.


Cerca de 1/5 dos albaneses vivem no exterior.
O mais famoso filho de albaneses é 
o ator JIM BELUSHI, da série "According to Jim"










































Um dos vários mirantes de Tirana

HERÓIS DO SÉCULO VINTE E UM...


Missionária deixou Brasil
para ajudar países pobres
SOLIDARIEDADE — Após “chamado de Deus”, como diz, são-pedrense resolveu ser missionária e passou pela Inglaterra, Kosovo e está na Albânia desde 1991



Najua Diba coleciona fotos no computador das famílias que ajudou e dos países que conheceu nas missões
Najua Diba, 63, deixou a escola em que lecionava e a casa em São Pedro do Turvo em 1985 para ser missionária. Ela ficou dois anos na Inglaterra, mais quatro em Kosovo e, em 1991, foi para a Albânia, onde trabalha até hoje. A missionária ajudou refugiados de guerra, cooperou em reconciliações de famílias, viu mortes e pessoas inválidas por conta dos conflitos na região. De férias no Brasil, ela aproveita para matar a saudade da família a cada dois anos.
A são-pedrense é missionária da Igreja Presbiteriana Independente de Londrina. Najua diz que “procurava Deus” quando sentiu Sua presença e foi levada por uma amiga a uma igreja evangélica. “Naquele momento, minha vida foi transformada. Perguntei ao Senhor o que Ele queria que eu fizesse. Ele disse que eu seria missionária”.
Najua se preparou durante oito anos até sua primeira missão. Ela garante que Deus lhe indicou a Albânia. “Naquela época era impossível ir para aquele país. Além disso, eu era professora e não tinha dinheiro. Mas Deus foi abrindo todos os caminhos para eu chegar na Albânia. Falei para os pastores que tinha esse chamado e foi dando tudo certo”, diz.
Sua primeira viagem como missionária foi em janeiro de 1985 para a Inglaterra, onde ficou dois anos. Najua passou mais quatro anos em Kosovo e partiu definitivamente para a Albânia em 1991. Ela só voltou ao Brasil em 1992, sete anos depois de deixar a família. Depois, passou a visitar o País a cada três anos e, mais recentemente, a cada dois anos.
Najua afirmou que, para o brasileiro, a vida na Inglaterra é mais difícil que nos países bálcãs. “É uma grande diferença de cultura, além do frio e da geografia. O clima influencia as pessoas, mas o povo é muito querido quando se tem convivência. Quando se faz amizade, ela dura. Fiz amizades há 25 anos e ainda tenho contanto com estes ingleses”, pondera.
Kosovo — Najua estava em Kosovo quando o governo Milosevic (presidente da Sérvia de 1989 a 1997 e da República Federal da Iugoslávia de 1997 a 2000) enviava tropas sérvias para Kosovo com o objetivo de afastar os albaneses. “O que a maior parte das pessoas não sabe é que os albaneses de Kosovo são de lá, não da Albânia. Antigamente tudo aquilo era Albânia. Isso provocou uma briga, pois eles não queriam ficar sob o governo dos sérvios”, explica.


Najua junto da família Gjevalin que ajudou em “reconciliação de sangue”
Najua conta que na época do governo de Josip Broz Tito, até 1981, a Iugoslávia era formada por seis repúblicas. Na da sérvia, eram duas ou três províncias principais, entre elas Kosovo. “Quando Tito morreu, a situação mudou muito. Milosevic passou a ser o principal governante e as outras repúblicas começaram a querer se separar. Primeiro foi a luta na Bósnia e depois, a de Kosovo”, relata.
Quando esteve no país, Najua presenciou manifestações de estudantes e do povo na rua. “O governo mandava tanques de guerra cercar a cidade e aviões passavam em cima da cidade de manhã, à tarde e à noite para pressionar o povo. Sempre se ouviam tiros e muitos estudantes foram mortos”, conta.
A missionária estudava albanês na época e lembra que os sérvios não gostavam. “Mas nunca fizeram nada contra mim. Sempre tive amizade com todo mundo, tanto com os albaneses quanto os servos. Tem muita notícia errada nos jornais, pois o povo, de um modo geral, é amigo e ajuda um ao outro”.
Reconciliação — A missionária conta que o que mais lhe marcou em Kosovo foram as reconciliações de famílias. “Entre eles existia muita vingança de sangue. Matava-se um da família do outro por gerações e a vingança nunca acabava. Então, ajudamos a fazer a reconciliação de sangue. Perdoar o sangue que está entre as tribos e entre as famílias. Foi uma coisa muito emocionante”, revela.
Ela conta que os estudantes, com a ajuda de professores, iniciaram a reconciliação entre famílias. Primeiro eles visitavam uma família e, depois, conversavam com a outra. Diziam que, pelo bem da nação e futuro dos jovens, eles deveriam se reconciliar para não existir mais vingança de sangue.
Num determinado dia, todos os albaneses daquela região se juntavam em um campo, com um palanque montado com alto-falante. As famílias que tinham problemas iam até o palanque e uma falava para a outra “em nome da nação e dos jovens, eu perdôo o sangue do meu parente”.
“Isso foi feito em todo território, porque sabiam que vinha a guerra. Se tivessem problemas uns com os outros, estariam enfraquecidos. Eles tinham que estar unidos para lutar e a saída era essa reconciliação, que durou entre dois e três anos. Não era fácil, pois significava uma corrente de morte de séculos para ser interrompida”, revela.
Na época do conflito de Kosovo, 1999, Najua já estava na Albânia e chegou a acolher refugiados em sua casa.



EXTRAIDO http://www2.uol.com.br/debate/1556/cadd/cadd.htm

ALGO EXPONENCIAL PARA DEUS...

Se você fosse impulsionado a fazer algo inusitado para Deus, que nunca tenha feito; o que você faria para Ele esta semana? Visitaria alguém com um belo presente, passaria duas horas intercedendo, daria uma oferta exponencial para missões... O que faria conforme Davi: " porque não oferecerei ao SENHOR meu Deus holocaustos que não me custem nada"? II Sm 24:24 Eu já pensei em algo... eehheheheh

PENSEMOS NEM QUE SEJA POR 1 MINUTO...

O POVO BRASILEIRO AINDA TEM MUITA COISA BOA...

  Devíamos esquecer um pouco as coisas ruins: a corrupção, a desigualdade gritante, o desperdício, as falcatruas, os roubos, o tráfico, infelizmente... E pensar, pelo menos 1 minuto eheheheh na

Alegria das pessoas
Na solidariedade delas
Nas amizades
Na vida em família
Na crescente demanda de oportunidades...
No povo receptivo e caloroso
Na coragem e força do povo sofrido
Um povo que busca a Deus
Nas pessoas amigas...
Penso que temos muita coisa boa que outros países não tem.




quinta-feira, janeiro 19

VERGONHA LONDRINA - SHAME IN ENGLAND

Morte do brasileiro 

Jean Charles completa 

cinco anos - INNOCENT

Parentes e amigos carregam o caixão de Jean Charles
no enterro, em Gonzaga (MG), em 29 de julho de 2005
Foto: AFP

A morte do brasileiro Jean Charles de Menezes completa 5 anos nesta quinta-feira. O eletricista foi morto a tiros pela polícia após ser confundido com um terrorista na estação de metrô de Stockwell, em Londres, no dia 22 de julho de 2005. As investigações foram concluídas sem que nenhum dos envolvidos no homicídio fosse punido. Confira a cronologia do caso:
Julho de 2005
No dia 22, agentes da brigada antiterrorista da Scotland Yard atiram oito vezes contra um homem na estação de metrô de Stockwell, no sul de Londres. O então comissário da Scotland Yard, Ian Blair, afirma que o tiroteio está "diretamente relacionado" com a operação para deter os terroristas que tentaram um dia antes detonar bombas em três vagões do metrô e um ônibus urbano.
Um dia depois (23), a Scotland Yard admite que o homem que foi baleado no metrô era inocente e o identifica como Jean Charles de Menezes, um cidadão brasileiro de 27 anos e eletricista de profissão. No dia 24, Ian Blair pede desculpas pela morte de Jean Charles e diz que aceita sua total responsabilidade pelo ocorrido, mas defende a tática de "atirar para matar" nos casos de terroristas suicidas. A perícia confirma no dia 25 que Jean Charles recebeu sete tiros na cabeça e um no ombro.
Agosto
No dia 16, a televisão britânica ITV divulga documentos filtrados pela Comissão Independente de Queixas contra a Polícia (IPCC, na sigla em inglês) segundo as quais Jean Charles não teve uma conduta suspeita no metrô, como sustentava a Scotland Yard. A TV disse que o brasileiro entrou andando, validou seu bilhete e até pegou um exemplar de um jornal gratuito antes de subir no vagão onde foi baleado.
Em entrevista exclusiva ao jornal sensacionalista News of the World no dia 21, Ian Blair afirma que não soube que seus agentes tinham disparado contra um homem inocente até 24 horas depois do tiroteio. No dia seguinte (22), uma delegação brasileira chega a Londres para se reunir com representantes da IPCC, da Scotland Yard, com os advogados da família de Jean Charles e a Procuradoria.
Setembro
Ian Blair diz em entrevista à BBC no dia 21 que chegou a pensar em renunciar depois que membros da força policial mataram o eletricista brasileiro. Seis dias depois (27), os pais de Jean Charles, Matozinhos Otone da Silva e Maria Otone de Menezes, chegam ao Reino Unido para pedir justiça pela morte de seu filho. Eles visitam o local em que o filho foi morto.
Outubro
No dia 12, a família de Jean Charles de Menezes entra com uma queixa formal contra a polícia de Londres devido à divulgação de informações erradas sobre o comportamento do brasileiro dentro da estação de metrô de Stockwell. Eles voltam ao Brasil no mesmo dia.
Novembro
No dia 27, o jornal britânico The Sunday Times diz que os dois policiais responsáveis pelos disparos que mataram Jean não devem ser indiciados criminalmente. Um dia depois, o IPCC anuncia a intenção de investigar a conduta de Ian Blair no episódio.
Dezembro
Relatório do IPCC divulgado no dia 9 diz que policiais responsáveis pelos disparos podem ser processados criminalmente.
Janeiro de 2006
Familiares de Jean Charles de Menezes lembram discretamente o aniversário dele (7 de janeiro) em frente da estação de metrô onde o brasileiro foi morto pela polícia britânica. No dia 19, a IPCC remete à Procuradoria seu relatório sobre a morte do jovem. Dez dias depois (29), o News of the World revela que vários policiais que vigiaram Jean Charles falsificaram provas para esconder erros que causaram o incidente. No dia 30, Ian Blair admite que foi "um grave erro" não corrigir imediatamente a informação falsa divulgada sobre Jean Charles.
Julho
No dia 13, a BBC revela que a IPCC recomendou à Procuradoria acusar de homicídio dois agentes e uma oficial pela morte de Jean Charles. Quatro dias depois (17), a Procuradoria anuncia sua decisão de processar a Polícia de Londres em virtude da chamada lei de saúde e segurança no trabalho de 1974, mas não apresenta acusações contra nenhum agente. No dia 19, a Polícia Metropolitana de Londres se declara inocente das acusações.
Dezembro
No dia 5, os parentes do jovem pedem a revisão judicial da decisão da Procuradoria e alegam que não processar agentes viola seus direitos humanos. No entanto, do dia 14, a Justiça britânica rejeita o pedido da família de Jean Charles de revisar a decisão da Procuradoria de não processar agentes.
Maio de 2007
A IPCC anuncia no dia 11 que os 11 envolvidos na morte do brasileiro não serão punidos, mas não se pronuncia sobre outros quatro agentes de maior escalão implicados também no fato.
Junho
A família de Jean Charles perde no dia 14 a batalha legal para acelerar o início da investigação judicial da morte do brasileiro.
Julho
No dia 22 julho, uma imagem de Jean Charles é projetada no prédio do Parlamento em Londres, junto com a mensagem "Dois anos sem justiça", para marcar os dois anos da morte do brasileiro.
Agosto
Relatório divulgado no dia 2 da segunda investigação sobre a morte de Jean Charles, elaborada pela IPCC, conclui que a Scotland Yard cometeu "graves erros" no caso e exonera Ian Blair, justificando que ele ficou "quase totalmente desinformado" sobre os detalhes da tragédia. O relatório revela, além disso, que o subcomissário encarregado das operações especiais da Scotland Yard, Andy Hayman, "mentiu" para opinião pública ao não informar a tempo seus superiores, entre eles o próprio Ian Blair, de que tinham matado um inocente.
Outubro e Novembro
Começa no dia 1º o julgamento contra a Scotland Yard no tribunal londrino de Old Bailey. Um mês depois, a polícia de Londres é considerada culpada de violar as regras de saúde e segurança da população na operação em que Jean Charles foi morto e é condenada a pagar uma multa. No dia 8, o IPCC aponta falhas "muito graves" na operação e afirma que o chefe da polícia de Londres, Ian Blair, tentou obstruir a investigação após o incidente.
Setembro de 2008
Começa no dia 22 a investigação pública sobre a morte de Jean Charles.
Outubro
O comissário-chefe da Scotland Yard, Ian Blair, pede demissão no dia 2 após meses sob pressão por seu questionado trabalho e após admitir que não contava com o apoio do prefeito de Londres, o conservador Boris Johnson. No dia 6, a oficial responsável pela operação na qual Jean Charles morreu, Cressida Dick, declara na investigação que o jovem foi vítima de "circunstâncias terríveis e extraordinárias". Um agente da Scotland Yard, que depôs na investigação com o pseudônimo de "James", afirma no dia 21 que Jean Charles morreu porque a polícia cometeu "erros óbvios".
Dezembro
O juiz da investigação pública do caso Jean Charles, Michael Wright, afirma no dia 2 que o júri não poderá emitir um veredicto de homicídio injustificado. Ele afirma que o júri popular deverá se pronunciar sobre dois tipos de resolução: homicídio legal ou veredicto aberto. No dia 4, a família de Jean Charles protesta perante o júri pelos limites impostos pelo juiz ao veredicto do caso. Oito dias depois (12), o júri da investigação pública opta pelo "veredicto aberto". Com a sentença, o júri deixou claro que a morte do jovem não foi um homicídio justificado.
Fevereiro de 2009
A Promotoria britânica afirma no dia 13 que nenhum agente será processado pelo caso do eletricista brasileiro Jean Charles de Menezes, após revisar as evidências que vieram à tona em 2008 no inquérito público sobre a morte do jovem. No mesmo dia, a família anuncia que desistiu de processar policiais. Três dias depois (16), a agência PA diz que os familiares estão cogitando entrar com um pedido de indenização às autoridades.
Outubro
No dia 2, o IPCC reitera que os policiais envolvidos na morte do brasileiro não serão punidos. No dia 19, é divulgado um trecho da autobiografia ex-comandante da Scotland Yard Ian Blair, que estava em andamento, em que ele elogia os policiais envolvidos na morte de Jean Charles.
Novembro
O jornal Daily Telegraph anuncia no dia 23 que a família de Jean Charles receberá 100 mil libras (então R$ 286 mil) de indenização pela morte do brasileiro. O jornal lembra que Ian Blair recebeu uma indenização de 400 mil libras (R$ 1,1 milhão) quando deixou o comando da Scotland Yard por receber críticas sobre pela morte.
Janeiro de 2010
No dia 7, data em que Jean Charles completaria 32 anos, um memorial permanente em homenagem a ele é inaugurado na estação do metrô londrino de Stockwell.
Maio
No dia 28, a família do brasileiro classifica como "última bofetada" a designação do chefe da Scotland Yard na época, Ian Blair, à Cámara dos Lordes britânica.
Com informações das agências internacionais
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