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quarta-feira, maio 23

Alimentado pelos Corvos – PODE ACREDITAR



Em uma província ao norte da China viveu um homem chamado Li. Foi convertido dos ídolos a Deus chegou a conhecer a Jesus Cristo como seu Salvador num hospital para curar viciados em ópio. Durante muito tempo, foi um membro muito útil na igreja da sua região . Tinha mais de setenta anos quando morreu.
Vamos contar o que lhe aconteceu. Logo depois da sua conversão, ouviu uma pregação solene sobre o tema "A avareza, que é idolatria ". ( Col 3:5). Impressionou-se muito com o fato, porque viu que apesar de ter abandonado os ídolos, estaria praticando ainda a idolatria se desse lugar no seu coração ao espírito de avareza. Para evitar este perigo, resolveu não ter dinheiro seu, nem possuir alguns bens. Deu ao sobrinho a casinha e a terra e dedicou-se inteiramente a anunciar o Evangelho, sustentado pela bondade daqueles a quem pregava, aos quais as orações dele trouxeram cura e auxílio tanto ao corpo como à alma.
Foram os seus trabalhos abençoados por Deus, resultando daí na formação de uma igreja que estava pastoreando há muito tempo com carinhoso zelo. Decorrido algum tempo, abriu um hospital para curar os enfermos do vício do ópio e também por este meio muitos foram abençoados espiritualmente.
Depois de alguns anos, chegou à aquela província longínqua um murmúrio da chamada "Crítica Superior" e Li ouviu dizer que os corvos que dia após dia alimentaram o profeta Elias ( I Reis 17) não eram verdadeiros corvos, mas alguma gente morena, provavelmente árabes que partilhavam com ele seus víveres, porque seria um absurdo, diziam-lhe supor que os pássaros fizessem tal coisa como se lê nas Escrituras. Este esclarecimento, contudo, não concordada com a fé simples do ancião. Seria um milagre!!! Não lhe custou crer em milagres. Muitas e muitas vezes vira o poder milagroso de Deus manifestado em resposta às suas orações e além disso tinha tido uma experiência que nem mesmo qualquer argumento por mais concludente que parecesse podia contradizer. Por estranho que pareça aos nossos ouvidos, a história verificada cuidadosamente no próprio lugar por várias pessoas, e portanto não receamos repeti-la.
Em certo tempo todos os recursos do Velho Li, se tinham acabado. Não vinham enfermos ao hospital fazer curativo nem os havia internos; os víveres estavam esgotados e por conseguinte a fé de Li estava à prova. Ali perto, no grande templo da aldeia, vivia o primo dele que era sacerdote budista e que, quando ia de vez em quando visitar o seu parente, costumava levar-lhe, como presente, um pãozinho ou algum grão da sua ampla provisão. Ao receber esses dons, o ancião costumava dizer : - Tien-Fu-tih entien - "A graça de meu Pai Celestial ", querendo dizer que os referidos dons eram fruto do cuidado e da bondade de Deus. Não gostou, porém o sacerdote desta maneira de ver e por fim começou a censurá-lo, dizendo:
-"Gostaria de saber a que vem aqui a graça do teu Pai Celestial? ... O grão é meu... Sou eu que to trago... E se eu não o fizesse, muito brevemente havias de morrer de fome, porque Ele nada se importava com isso. Ele nada tem pois a ver com isso".
- "Mas, homem, é o meu Pai Celestial que põe no teu coração a idéia de teres cuidado de mim ", replicou o velho Li.
- "Ah Ora essa! Está bem! Veremos o que acontecerá se eu não trouxer mais mantimento".
Portanto, durante uma ou duas semanas não voltou, ainda que a sua consciência o incitasse a cuidar do velho , a quem não podia deixar de estimar pelas obras de misericórdia que ocupavam constantemente a vida dele.
Sucedeu que, exatamente por esta época, ao velho cristão iam faltando os recursos e chegou, enfim, um dia em que nada lhe ficou para a próxima refeição. O hospital estava ainda vazio e não tinha dinheiro para comprar nem um pedaço de pão.
Ajoelhou-se, pois, sozinho no seu quarto e abriu o coração em oração a Deus. Ele bem sabia, que o Pai Celestial não queria, nem podia esquecê-lo, e depois de Ter suplicado as bênçãos divinas sobre o seu trabalho e sobre o povo da sua vizinhança, lembrou ao Senhor aquilo que o sacerdote tenha lhe dito, pedindo-lhe que pela honra do seu Grande nome, lhe mandasse o pão daquele dia. Veio a resposta imediatamente. Enquanto o velho estava ainda ajoelhado, um grasnar e bater de asas e o ruído de alguma coisa que caía no chão. Levantou-se e foi à porta ver o que era. Uma porção de abutres ou corvos, que abundam naquela região da província, estava voando por cima dele com muita agitação e no mesmo instante em que ele olhou para cima, viu um grande pedaço de carne de porco cair a sus pés. Uma das aves, perseguida pelas outras, tinha-a deixado cair nesse momento. Com reconhecimento o Velhinho levantou a inesperada dádiva, dizendo: "A bondade de meu Pai Celestial ", e então olhando ao redor dele, para ver o que tinha caído antes, viu uma grande broa cozida e pronta para comer. Outra ave tinha também deixado cair isto. Hei-lo provido de uma refeição abundante. É claro que os corvos tendo ido à procura de mantimento, na sua volta foram atacados pelas aves mais fortes e tiveram de largar a presa. Mas quem era que os tinha guiado para abandonarem a presa mesmo por cima do pátio?
Admirado e cheio de alegria, Li acendeu o lume para preparar a comida desejada, e enquanto o tacho estava a ferver, a porta abriu-se, com grande alegria sua, viu entrar o primo sacerdote
-"Então!! O teu Pai celestial já te mandou alguma coisa? " perguntou com ar de mofa, não dizendo nada do saco de grão que levava cuidadosamente oculto na manga larga.
- Olha e vê! Respondeu o velho sorridente e mostrando o tacho que fervia ao lume.
Por algum tempo o primo não quis levantar a tampa, imaginando que nada lá estava senão água a ferver; por fim, o belo cheiro de que lá vinha convenceu-o de que havia outra coisa, e , vencido pela curiosidade, olhou para dentro do tacho. Qual foi a sua admiração ao ver o abundante jantar.
- Que isto? Exclamou ele. "De onde veio tudo isto? "
- Foi meu pai Celestial que mo mandou!! Respondeu o velho com alegria. Ele pôs no teu coração a idéia de me trazeres de vez em quando um pouco de grão, mas quando tu já não quiseste tornar a fazê-lo foi-lhe muito fácil achar outro meio.
Contou então com muita animação tudo o que ocorrera - a sua necessidade, a oração e a vinda dos corvos.
O sacerdote ficou tão impressionado pelo que tinha ouvido e visto, que começou a estudar a Bíblia, e em pouco tempo confessou a sua fé em Cristo, sendo batizado. Abandonou a sua antiga vida de agradável conforto pela bendita realidade que agora enchia seu coração de satisfação. Entregou-se a ganhar a vida como professor, chegou a ser membro muito respeitado da igreja, e durante a insurreição dos "Boxers" em 1900 sofreu tormentos terríveis, e afinal deu sua vida por amor a Jesus.
Caro leitor! Temos de tratar hoje com o Deus vivo da mesma maneira que outrora Elias e outros homens de fé ( Hebreus 11) o fizeram. Que o que se acaba de contar faça com os o seu coração se compenetre do bendito fato, de que tudo quanto o nosso Deus fez nos dias passados, pode Ele fazer agora também. O nosso Pai Celestial não muda. Sempre nos trata da mesma maneira - com a caridade, graça e amor ( Fil. 4:19).
"Leituras Cristãs" Lisboa Portugal

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