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segunda-feira, abril 7

ONTEM ASSISTI UM DOCUMENTÁRIO SOBRE OS INCAS
e fico abismada com a "Conquista das Américas pelos Espanhóis, e horrorizada pelos conquistadores ditos: "Católicos", que foram usados pela ganância do ouro e do poder.  TODOS SE DIZENDO EM NOME DA IGREJA CATÓLICA - COISA HORRÍVEL.    O QUE ESTES "BONS CATÓLICOS" FIZERAM CONTRA OS MORADORES DA TERRA, NÃO TEM CABIMENTO.
SEGUE O TEXTO:


Ana Raquel Portugal & Marcus Vinícius de Morais
 Hernán Cortés e Francisco Pizarro: História e Memórias 
 92
Dossiê:
NAÇÕES E NACIONALISMOS NA AMÉRICA ESPANHOLA:HISTÓRIA, SOCIEDADE E CULTURA 
TEMAS & MATIZES - Vol. 9 - Nº 18
 – 
SEGUNDO SEMESTRE DE 2010. pp. 85-110.
ISSN: 1981-4682 (versão eletrônica)
Ana Raquel Portugal & Marcus Vinícius de Morais
 Hernán Cortés e Francisco Pizarro: História e Memórias
 93
Dossiê:
NAÇÕES E NACIONALISMOS NA AMÉRICA ESPANHOLA:HISTÓRIA, SOCIEDADE E CULTURA

TEMAS & MATIZES - Vol. 9 - Nº 18
 –
SEGUNDO SEMESTRE DE 2010. pp. 85-110.
ISSN: 1981-4682 (versão eletrônica)
Além da imagem de Cortés como o herói da cristandade e da Espanha do século XVI, outra tradição também se formou nesse mesmo século. Após os primeiros anos de colonização, muitas denúncias e queixas a respeito da ação espanhola na América foram feitas, a partir de cartas, livros e discursos
 contrários à conquista,feitos em defesa aos índios. A maior parte das acusações se tratava de referências à violência usada pelos conquistadores e aos maus tratos que os colonos lançavamsobre os indígenasO frei dominicano Bartolomé de Las Casas foi o maior representante de um novo grupo de homens que se colocou abertamente contra as práticas de Cortés na América. Sua obra mais conhecida foi certamente a
Brevíssima relação da destruição das Índias escrita em 1542 em que o religioso fez uma série de denuncias a respeito da exploração e dos abusos dos encomenderos , afirmando que os crimes dos colonizadores seriam pagos com a condenação eterna no Inferno.A obra de Las Casas, assim como as cartas de Cortés, está contida nas convenções e no estilo da época, principalmente no que diz respeito ao uso de argumentos aristotélicos para convencer o leitor a respeito de sua defesa do mundo indígena. O dominicano certamente tinha interesses particulares nesse ataque aos conquistadores, já que sua experiência missionária na América havia sido pequena e que, ele próprio, defendia um índio que mal conhecia: “o êxito obtido através da
forma com que elabora sua argumentação transforma-o em herói. Não pelo que ele
fez de generoso como missionário, mas pela sua capacidade de nos comover”
(THEODORO, 1992, p. 90).Para isso, Las Casas utilizava argumentos religiosos para demonstrar os atos considerados errôneos dos conquistadores europeus. Sua imagem sobre o indígena corresponde à uma representação de dor e sofrimento, talvez porque estivesse mais preocupado em vencer os debates que logo travaria a respeito do tema. Além disso,a imagem que constrói sobre os conquistadores dialogava com toda a iconografia produzida na Europa sobre o tema, em que a violência dos conquistadores parecia ser o único ingrediente dessas narrações Um espanhol desembainha a espada e imediatamente os outros cem fazem o mesmo, e começam a estripar, rasgar e massacrar aquelas ovelhas e aqueles cordeiros, homens, mulheres, crianças e velhos que estavam sentados, tranquilamente, olhando espantados para os cavalos e para os
espanhóis. Em pouco tempo não restaram sobreviventes de todos os índios que ali se encontravam (LAS CASAS, 1986, p. 256).
O frade ( QUEM SABE O ÚNICO A SE SALVAR DESTA CORJA)declarou que Cristo era um libertador e, assim, o reino dos céus anunciado no Evangelho devia ser predicado com amor e espírito de convencimento e não com violência ou escravidão. Seguindo estas ideias, fez uma crítica aberta a respeito das formas de conquista e colonização e atacou também os religiosos que haviam argumentado que a conquista armada era um passo necessário à entrada do Evangelho na América. Nas palavras do frade, em uma de suas obras,
História de las Índias,
é possível perceber o tom de defesa e denúncia:
[...] e tendo experiência que em nenhuma parte podiam escapar dos espanhóis, sofriam e morriam nas minas e nos outros trabalhos, quase como pasmados, insensíveis e pusilânimes, degenerados e deixando-se morrer, calando desesperados, não vendo pessoas no mundo a quem pudessem queixar-se nem que delas tivesse piedade (LAS CASAS, 1986, p.206)

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