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sexta-feira, outubro 18

UMA GRANDE REALIDADE


Não jogue pérolas aos porcos, você perdera suas pérolas e os porcos não saberão o que fazer com elas
Nelson Sganzerla

"...Não jogue suas pérolas aos porcos..."


“Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis as vossas pérolas diante dos porcos...”, disse Cristo aos seus discípulos.
Um dia desses, lendo essa passagem bíblica, onde Jesus proferia o seu famoso “Sermão da Montanha”, registrado no Evangelho de Mateus, capítulo 7, versículo 6, comecei a raciocinar como isso podia ter algum significado na minha vida pessoal.
Bem, naquele caso, Jesus falava de desperdiçar preciosidades com quem não tem receptividade. Segundo o Homem de Nazaré, seria como jogar “pérolas aos porcos”.
E hoje? Que significados assumiriam exatamente estas palavras?
Bem, falando de situações minhas, extremamente pessoais, quero dizer que me senti como se tivesse desperdiçando um tesouro com quem não poderia usá-lo, sequer reconhecê-lo como tal, dia desses aí. Me senti exatamente como Jesus falou ao lidar com alguém que não valorizou meus atos, minhas atitudes e inclinações. Você sabe o que é agir, falar, ser realmente verdadeiro durante um tempão e não ser valorizado? Você sabe o que é demonstrar isso e não ser reconhecido? Digo reconhecido por que não se tomam atitudes reais, íntegras ou verdadeiras esperando a retribuição. Não a retribuição, mas o reconhecimento. O respeito.
As pessoas gostam de ser reconhecidas por um bom trabalho realizado, uma boa palavra falada, um bom escrito ou até um conselho guardião da vida de outrem. Quando isso não acontece, a decepção é muito profunda. Beira o fracasso.
Pois é, você luta, perceja, esforça e não acontece absolutamente nada.
E eu me senti assim. Joguei minhas preciosidades na lama. “...Aos porcos”, como disse o maior homem que já viveu. Foi um sentimento de inutilidade tamanho, mas não totalmente fútil. Houve aprendizado.
Aprendi que, não importa o nosso esforço para com determinados assuntos ou determinadas pessoas, ainda assim nem sempre seremos reconhecidos. Não importa o nosso desejo de que elas entendam que labutamos em dar o máximo de nós para uma causa, um sentimento ou um trabalho, ainda assim será pouco. Quase nada.
É fato chegar à conclusão de que para estas pessoas, desperdiçamos nossos talentos, nosso tempo e nossas forças. Para estas, “lançamos nossas pérolas aos porcos”. Não adianta. Temos que esquecer. Despachar, fazer andar, deixar prosseguir e ao mesmo tempo também prosseguirmos. Passarmos adiante. Lá na frente haverá de ter quem valorize nossas ações, nossos trabalhos ou nosso sentimento.
Mas isso não pode e não deve servir de consolo. Haverá de ter mesmo alguém. Existirá!
Depois de perambular por uma situação muito estressante, eu pude mesmo confirmar que não há nada melhor do que um dia após o outro. Mas a lição de Jesus ainda permanece e permanecerá. Nossas preciosidades, aquilo que temos de melhor em nós, nossos talentos ou até mesmo nossos sentimentos não devem ser desperdiçados, jogados ao vento... “lançadas aos porcos”. Ainda uma amiga se sentiu ofendida um dia desses quando eu disse a ela que pelo fato dela não valorizar uma atitude minha, eu estava jogando pérolas aos porcos. Nossa!!! Ela ficou de bico torcido alguns dias. Disse que eu a havia chamado de porca. Claro que não foi isso! Ela na sua absoluta inteligência sabe que eu quis dizer que estava desperdiçando meu tempo com algo que ou ela não entendia ou não queria entender. Mesmo assim ela Não se conformou. Mas se conformando ou não, a verdade e a moral da história é sempre a seguinte: Para determinadas pessoas, não devemos perder o nosso tempo. É melhor seguir adiante que certamente encontraremos quem nos valorize por completo. Amém!

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